Governo do Distrito Federal
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29/10/12 às 20h49 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Tratamento da obesidade infantil na rede pública de saúde

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Atendimento especializado em 5 hospitais da Secretaria de Saúde

A obesidade infantil recebe atenção especial da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O tratamento realizado no HRT, HRC, HRAN, HRS e no Hospital da Criança envolve atendimento multidisciplinar onde os médicos procuram indicar uma alimentação saudável e balanceada. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, cerca 15% dos obesos são crianças e, no DF, 30% delas estão com sobrepeso.

“As crianças são as novas vítimas da obesidade, advindas de uma geração tecnológica que passa horas e horas em frente à televisão ou ao computador gastam cada vez menos energia e consomem mais calorias”, aponta a coordenadora de endocrinologia da SES-DF, Lílian Assunção. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal trabalha com a prevenção e cuidados da doença. Segundo a coordenadora, a obesidade pode ser causada por fatores biológicos, genéticos e até mesmo psicológicos. É uma doença como todas as outras e deve ser diagnosticada e tratada da forma correta.

A endocrinologista pediatra, Norma Sueli Marino Muitas, explica que os problemas podem começar quando os pais superalimentam os filhos, achando que uma criança saudável é aquela com sobrepeso. O ambiente também influência: quando os pais se alimentam de maneira errada, certamente os filhos vão ter os mesmos hábitos. Quando um dos pais é obeso, a criança tem 40% de chances de se tornar obesa.“Ter uma alimentação saudável é o principal ponto para dar um basta à obesidade. Mudar os hábitos alimentares das pessoas é um dos nossos maiores desafios”, destaca. A doença, se não tratada, pode gerar complicações como artrose, hipertensão arterial e predisposição ao diabetes.

No primeiro ano de vida, a amamentação é importantíssima, tanto que as crianças que são amamentadas por mais tempo tem menor tendência de engodar ou gerar a doença no decorrer da vida, segundo a coordenadora de endocrinologia da SES-DF, Lílian Assunção. Depois de crescidas, o ideal é que a criança faça seis refeições diárias de forma balanceada com alimentos saudáveis e pouco calóricos. “No tratamento são indicados medicamentos para casos de compulsão alimentar. Mas o primeiro passo é a reeducação alimentar”, afirma.

Além disso, a obesidade afeta o emocional das crianças, que por muitas vezes sofrem discriminação e podem desenvolver problemas como timidez e isolamento. Isso pode acarretar o afastamento do convívio social, levando ao sedentarismo. Norma Sueli explica que sair da rotina em ocasiões especiais ou aos fins de semana é extremamente normal, porém ter disciplina alimentar é muito importante. “Atividades físicas também devem fazer parte do dia a dia de uma criança saudável. É necessário ter paciência e determinação para acompanhar o tratamento. Os pais têm que exercer a função de motivadores”, completa.

Raquel Teixeira