Governo do Distrito Federal
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19/11/12 às 18h29 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Tratamento de combate o tabagismo disponível em 64 unidades da SES/DF

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Pacientes recebem medicamentos de graça

Aproximadamente 3 mil pessoas deixaram de fumar no Distrito Federal durante o ano passado, graças ao Programa Anti-Tabagismo da Secretaria de Saúde, e a expectativa para esse ano é que um número ainda maior de fumantes alcance a mesma meta. No total, 40 grupos com 15 a 20 pessoas cada um, reúnem-se periodicamente com a mesma meta: abandonar o cigarro de uma vez por todas.

A grande procura para participar dos grupos anti-tabagismo é comemorada pelo coordenador do programa, Celso Antônio Rodrigues, que ressalta existir um número ainda maior de fumantes que abandonam o tabaco apenas por participar das campanhas contra o fumo promovidas pela Secretaria de Saúde ou ter contato com o materiais informativos produzidos com esse fim.

Mais do que encontrar pessoas que também querem parar de fumar, quem se inscreve nos grupos que funcionam regularmente em 64 centros de saúde, recebe apoio medicamentoso, o que, para o pneumologista Celso Rodrigues é um grande auxiliar para enfrentar a falta da nicotina no organismo.
Um desses grupos, no Recanto das Emas, é o do Centro de Saúde 02, com uma turma de 15 participantes que começaram as reuniões em agosto. De lá para cá, já foram muitas as vitórias, como a da dona de casa Rosa Dino Gonçalves, que fumou durante 46 anos. Segundo ela, o cigarro era um hábito que lhe fazia sentir muita vergonha da outras pessoas. “Quando queria fumar, tinha que me esconder porque não suportava o olhar de reprovação de quem estava comigo”, relata a moradora da quadra 107. Para ela, no entanto, o pior era reconhecer que o marido havia conseguido parar de fumar há 15 anos e ela não. “Ele me chamava de boca de cinzeiro e mesmo assim eu não conseguia parar. Então percebi que não conseguiria sozinha. Resolvi me inscrever neste grupo e hoje eu uso todo o dinheiro que eu gastava com uma carteira de cigarros por dia, com academia de ginástica e tudo o que contribui para melhorar o visual”, brinca.

O Programa anti-tabagismo está implantado em 64 unidades da SES-DF, com profissionais treinados e medicamentos disponíveis como antidepressivos, pastilhas e adesivos de nicotina, porém, sem alcatrão e sem o monóxido de carbono. O curso dura aproximadamente um ano, sendo que no primeiro mês as reuniões são semanais e depois passam a ser quinzenais. Do quarto mês em diante, o paciente passa a frequentar as reuniões de manutenção.

Assim como Rosa Dino, Leonidia Carlos da Silva, moradora da quadra 604 do Recanto das Emas, já colhe bons resultados. “Eu sempre quis parar de fumar, mas a minha dependência era tão grande que eu comprava aqueles pacotes grandes e guardava no armário.  Então eu vi uma notícia na televisão falando sobre esses grupos e quis participar. Não me sinto mais rejeitada, porque antes, mesmo que a pessoa não me visse fumando, sentia o meu cheiro”, relata.
A turma do Recanto das Emas é monitorada pela técnica de enfermagem Maria do Socorro da Silva Rocha, pela enfermeira Nilza Tavares e  duas médica clínicas, Penélope Porto e Ana Cristina Albuquerque, que acompanham os pacientes. A equipe também conta com apoio da nutricionista Clarissa Siqueira, que orienta os  participantes em relação à alimentação a ser adotada durante o tratamento.

Arielce Haine