Governo do Distrito Federal
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23/01/13 às 16h40 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Tratamento de doenças do sono no Hran

Problemas atingem 5% da população com mais de 40 anos

A rotina da maioria dos brasileiros geralmente é a mesma. Após trabalhar durante o dia, as pessoas costumam dormir a noite, achando que irão descansar o suficiente para acordar com disposição no outro dia. Para muitos, o descanso é proveitoso, mas para quem sofre de doenças do sono a realidade não é essa.

O Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) disponibiliza atendimento para pessoas que tenham apnéia obstrutiva ou insuficiência respiratória enquanto dormem. Segundo Heloisa Glass, chefe da Unidade Multidisciplinar do HRAN, que realizou 1.436 atendimentos em 2012, esses males são mais freqüentes em pessoas que estão acima do peso. “Recomendamos que o paciente tenha uma alimentação saudável e pratique exercícios físicos. O excesso de peso é uma das principais causas das doenças relacionadas ao sono”, diz.

Pessoas com diabetes ou hipertensão, que tenham dificuldades para dormir, devem procurar o tratamento, pois os problemas podem estar interligados. Segundo Heloisa, muitas pessoas sofrem com distúrbios ao dormir e não sabem. Estima-se que aproximadamente 5% da população acima dos 40 anos tenham doenças do sono.

“É mais comum que pessoas acima dos 40 anos sofram com esses problemas. O índice de casos em mulheres após a menopausa também é bem maior. Nos casos bariátricos, onde as pessoas encontram-se acima do peso, o índice de confirmação de doenças relacionadas ao sono é de até 85%”, afirma Glass. Alguns sintomas da apnéia são: roncos, pausa na respiração e o despertar de forma sufocante.

Quem sofre com problemas respiratórios enquanto dorme, não recebe oxigênio suficiente do pulmão e pode ter a parte cognitiva prejudicada. Dificuldades para formar palavras e na memória são possíveis conseqüências. “Ao acordar, nosso organismo libera adrenalina, portanto nossa pressão sobe e liberamos glicemia. Para quem desperta somente de manhã, é simples. Mas há pessoas que despertam involuntariamente diversas vezes durante a noite. É extremamente desconfortável”, explica a chefe da Unidade Multidisciplinar do HRAN.

Paulo Henrique Gomes