Governo do Distrito Federal
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22/11/12 às 18h44 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Triagem Neonatal convoca pacientes para refazer Teste do Pezinho

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Exame pode detectar 39 doenças no recém-nascido

O Programa de Triagem Neonatal está convocando as mães de quatro bebês que nasceram em hospitais da rede pública e não foram localizados para coleta de amostra do Teste do Pezinho. De acordo com a coordenadora estadual do Programa de Triagem Neonatal, Juliana Thomas, sempre que um exame dá positivo o paciente é convocado para repetir, confirmar ou descartar qualquer indício de doença. Trata-se da busca ativa do paciente.

 “Possuímos uma equipe que utiliza vários métodos para encontrar essas mães. Primeiramente, ligamos para o número que ela própria fornece ao realizar o exame da criança e procuramos pelo endereço”, afirma Juliana. A equipe também faz contato com a regional de saúde, em que o exame foi realizado, visita domiciliar e caso necessário, acionar o Conselho Tutelar.
Esta busca ativa pelos pacientes funciona desde a abertura do programa há 20 anos, onde detectava 19 tipos de doença. Em 2010, o Teste do Pezinho foi ampliado e passou a detectar 39 outras doenças, além do hipotiroidismo, fenilcetonuria e algumas hemoglobinopatias (doenças ocasionadas na proteína do sangue).

O Programa de Triagem Neonatal da Secretaria de Saúde do DF coordena a realização do exame, desde a coleta da amostra ao atendimento dos pacientes. O teste permite detectar precocemente doenças que se não tratadas rapidamente – no primeiro mês de vida – levam ao óbito ou a danos neurológicos irreversíveis.

O Teste do Pezinho deve ser realizado de preferência até o quinto dia de vida da criança. No DF, o sangue para o exame é colhido na maternidade, a partir de 24 horas de vida. “Não existe data máxima, mas se feito muito tardiamente perde o sentido de prevenção, pois a doença já terá se manifestado”, afirma a coordenadora.

No DF, esse exame detecta fenilcetonúria e outras aminoacidopatias, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de G6PD, galactosemia, deficiência de biotinidase, toxoplasmose congênita e leucinose. “São doenças que se não identificadas em tempo hábil podem levar a risco de vida ou sérias sequelas irreversíveis”, explica Juliana.

O exame recebe esse nome, pois são colhidas gotas de sangue do calcanhar do bebê e com esse sangue são realizados outros de triagem neonatal. Segundo Juliana, nas maternidades e centros de saúde do DF são feitos exames em 3.500 a 4000 bebês mensalmente.

Confira os nomes das mães que devem procurar o Programa de Triagem Neonatal da Secretaria de Saúde para coleta de nova amostra de sangue para o Teste do Pezinho: Recém-nascido de Carolina Rodrigues do Nascimento nascido no dia 04 de julho de 2012, no Hospital Regional de Santa Maria; recém nascido de Iranete Santos Nascimento nascido em 17 de julho de 2012 Hospital Regional da Samabaia; recém-nascido de Rosângela de Jesus dos Santos nascido no dia 21 de agosto de 2012 no Hospital Regional da Samabaia e recém-nascido de Roberta Gonçalves de Almeida nascidos no dia 10 de setembro de 2012 no centro de saúde 1 do Gama.

Os responsáveis por esses bebês devem ligar para o Laboratório de Triagem Neonatal, telefone (61) 3341-1866.