Governo do Distrito Federal
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27/07/21 às 18h07 - Atualizado em 28/07/21 às 0h33

UBS 6 do Gama reforça a campanha Julho Amarelo

Testes rápidos para detecção das hepatites B e C foram oferecidos na unidade nesta terça-feira (27)

ADRIANA SILVA, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

A campanha Julho Amarelo alerta para a prevenção das hepatites virais. Na rede pública de saúde do Distrito Federal são oferecidos testes rápidos para detecção da doença e tratamento em diversas unidades. Nesta terça-feira (27), a Unidade Básica de Saúde 6 do Gama promoveu uma ação a fim de conscientizar a população quanto à importância da prevenção e da testagem para as infecções sexualmente transmissíveis.

 

Cristian compareu à UBs 6 e fez o teste para deteccão de hepatites virais – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Cristian Souza, de 34 anos, é orientador educacional e paciente da UBS 6. Ele foi informado da ação pela equipe de Saúde da Família e fez o teste para as hepatites B e C. “Esse tipo de ação dá mais tranquilidade às pessoas que têm alguma dúvida em relação às doenças. A informação e o tratamento adequado podem salvar vidas”, considera.

 

Quem também esteve na UBS 6 e participou do movimento foi Celma Arruda, de 47 anos. “É muito importante este tipo de exame na rotina da gente para despertar nossa atenção aos problemas que muitas vezes nem sabíamos que poderíamos ter. A unidade está de parabéns pelo atendimento prestado à população”, agradeceu.

 

Celma também fez o teste que detecta hepatites virais – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

A gerente da Áreas Programadas da Região de Saúde Sul, Gisele Nunes, fala sobre a importância da vacinação como forma de prevenção. “Nossa ação tem o intuito de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da doença para que, em tempo oportuno, a infecção possa ser controlada e, assim, evitar que a doença se agrave”, reforça a gerente que comenta sobre o esquema vacinal para gestantes. “No caso das gestantes que fizeram o esquema vacinal completo e não conferiram imunidade através do exame sorológico, é necessário fazer uma dose extra para realizar uma busca da memória imunológica dessa paciente para conferir imunidade contra a Hepatite B”, explica.

 

Testagem

 

O teste rápido é ofertado nas UBSs do DF e no Centro de Testagem e Aconselhamento da Rodoviária do Plano Piloto. Se o resultado do teste for positivo, o paciente é encaminhado para tratamento na rede e tem acesso aos medicamentos prescritos pelo médico por meio da Atenção Primária. Se não houver detecção no teste, o paciente é orientado sobre como evitar a doença ou atualizar a caderneta de vacinação.

 

As hepatites virais atacam o fígado e podem causar alterações leves, moderadas ou graves. No Brasil, as hepatites A, B e C são as mais comuns, mas, existem também a hepatite D (mais comum na região Norte do país) e a hepatite E, que é frequente em países da África e Ásia.

 

Ação na UBs 6 do Gama alerta sobre a prevenção das hepatites virais – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Em alguns casos, a doença não apresenta sintomas, e o indivíduo desconhece a existência da infecção no organismo, o que pode levar à evolução da doença e ao comprometimento do fígado. Essa evolução pode causar fibroses avançadas ou cirrose com possibilidade de desenvolvimento de câncer, havendo a necessidade de transplante do órgão, em alguns casos.

Quando a doença manifesta sintomas, os mais frequentes são:

 

– febre;
– fraqueza;
– mal-estar;
– dor abdominal;
– enjoo/náuseas;
– vômitos;
– perda de apetite;
– urina escura (cor de café).

 

Transmissão e prevenção

 

As hepatites podem ser transmitidas de várias formas, como:

 

– contato com sangue contaminado;
– contato com fezes com o vírus;
– relação sexual sem proteção;
– consumo de água ou alimentos contaminados.

 

O teste é feito a partir da coleta de uma gota de sangue – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Cuidados com a higiene pessoal, uso de preservativos e a vacinação são meios de prevenção das hepatites virais. Para a hepatite C não existe vacina. Essa doença não é transmitida pelo leite materno, comida, água ou contato social, como abraçar ou beijar, ou compartilhar talheres, copos com uma pessoa infectada.

 

O tratamento da hepatite C é realizado com antivirais de ação direta (DAA), por 8 a 12 semanas e apresenta cerca de 95% cura. O tratamento é realizado nas UBS de todo o DF seguindo o protocolo clínico e Diretrizes Terapêuticas para a Hepatite C e Coinfecções, orientado pelo Ministério da Saúde.

 

Já a hepatite B não tem cura, porém, o Sistema Único de saúde (SUS) disponibiliza o tratamento em toda a rede para que a doença não evolua para complicações mais graves como cirrose, câncer hepático e óbito. A maneira mais eficaz de prevenir o contágio da doença é pela vacinação.

 

Após a coleta, uma solução é aplicada ao teste para reagir com o sangue do paciente – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

 

Esquema vacinal

 

As crianças devem tomar quatro doses da vacina, sendo: ao nascer, aos 2, 4 e 6 meses de idade (vacina pentavalente). Já os adultos que ainda não se vacinaram ou que não têm certeza da completa imunização, devem receber três doses da vacina para completa imunização. Pessoas imunodeprimidas têm um esquema vacinal especial com doses ajustadas.