Governo do Distrito Federal
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24/10/19 às 10h09 - Atualizado em 24/10/19 às 15h54

UTI do Hospital do Gama abre leitos e funciona com capacidade máxima

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Medida vai beneficiar em torno de 144 pacientes críticos por ano

 

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Gama (HRG) abriu mais seis leitos após a chegada de novos desfibriladores e monitores, além do incremento proporcionado pela manutenção predial e do esforço da gestão em garantir assistência de qualidade à população. Com a medida, o setor voltou a funcionar na sua capacidade máxima, que é de 20 leitos.

 

“Reabrir esses leitos significa que a Secretaria de Saúde está promovendo uma melhor assistência à população, ainda mais em uma área tão importante como na UTI. Temos uma fila sob responsabilidade da Regulação. E quanto maior a entrega de leitos, menor será a espera dos pacientes”, declarou a secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Lucilene Florêncio.

 

Uma das beneficiadas com as melhorias no HRG foi a aposentada Ozenita dos Santos, 72 anos. Moradora de Ceilândia, a paciente precisou ser internada devido ao avanço de uma doença pulmonar crônica, ocasionada por anos de fumo. Na UTI, ela recebe o atendimento humanizado, oferecido pela equipe de saúde, com direito até a ganhar trancinhas no cabelo. “Os profissionais daqui são muito atenciosos. Só tenho a agradecer a Deus”, elogia.

 

Ozenita está em um dos quatro leitos reativados recentemente na UTI. Eles estavam parados há quase dois anos por falta de dois desfibriladores e quatro monitores para verificar os sinais vitais. Com os equipamentos, doados pelo Ministério da Saúde, a equipe do setor estima ser possível atender nos quatro leitos, em média, 144 pacientes por ano, triados pelo Complexo Regulador da Secretaria de Saúde.

 

ESFORÇO – Os outros dois leitos reativados no HRG estavam a ponto de ser fechados, mas, graças a um trabalho de gestão, o cenário mudou a partir do primeiro semestre. Enquanto um deles precisava apenas da troca de uma simples lâmpada, outro foi reaberto após a manutenção predial, realizada no HRG, resolver uma infiltração que afetava exatamente o espaço reservado à maca. Desta forma, foi possível garantir mais acomodações aos pacientes.

 

“Temos uma demanda reprimida e judicializada crescente, para atender tanto o DF quanto o Entorno. A abertura de mais seis leitos na UTI significa diminuir essa judicialização, garantir mais acesso ao usuário do Sistema Único de Saúde e melhorar o atendimento na rede pública”, afirmou o superintendente da Região de Saúde Sul, Alan Ulisses.

 

Para melhorar o serviço, cinco colchões para maca hospitalar foram adquiridos e mais quatro desfibriladores foram consertados pela equipe técnica da Secretaria de Saúde. Com a ampliação da assistência, todos os 20 leitos da UTI ficaram à disposição dos pacientes, atendidos por equipes multidisciplinares, que incluem médicos intensivistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas.

 

CARGA HORÁRIA – Garantir o atendimento também era um passo essencial à continuidade do serviço. Por isso, a carga horária dos profissionais de saúde que atuam na unidade foi ampliada.

Inicialmente, dez técnicos de enfermagem estão atuando por Trabalho em Período Definido (TPD) na UTI. O objetivo é assinar a ampliação da carga horária deles de 20 horas para 40 horas.

 

Isso será possível porque a Secretaria de Saúde ampliou a carga horária de 328 servidores da pasta para 40 horas semanais de trabalho. Com isso, mais 6.560 horas de atendimento serão ofertadas por profissionais de diversas especialidades, em todo o Distrito Federal.

 

MAIS LEITOS – A Secretaria de Saúde recebeu, em agosto, a doação de 80 monitores e 47 desfibriladores do Ministério da Saúde. Além do Hospital Regional do Gama, na primeira etapa das entregas dos equipamentos, serão contemplados também o Hospital da Região Leste (antigo Hospital do Paranoá), onde serão reabertos cinco leitos, e o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), com a reativação de quatro leitos pediátricos.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF

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