Governo do Distrito Federal
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14/01/22 às 11h35 - Atualizado em 14/01/22 às 13h42

Variante Ômicron é a predominante no Distrito Federal

Aumento do número de casos não é proporcional ao de internações

 

HUMBERTO LEITE, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF | EDIÇÃO: MARGARETH LOURENÇO | REVISÃO: JULIANA SAMPAIO

 

A variante Ômicron do coronavírus Sars-CoV-2 já é a predominante no Distrito Federal. De acordo com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Federal (Cievs-DF), um novo sequenciamento genômico finalizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) revelou que 84,61% das amostras eram da variante Ômicron, e o restante da variante Delta. Dessa forma, já é possível afirmar a predominância da variante africana.

 

Amostras genéticas para sequenciamento genômico do coronavírus – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Ao todo, são 59 casos da Ômicron confirmados pela unidade de saúde, mas o entendimento é de que essa predominância também se reflita nos casos não investigados. “Essa evolução abrupta está diretamente relacionada à variante Ômicron”, afirmou a chefe do Cievs-DF, Priscilleyne Reis.

 

O secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno, ressaltou que o Distrito Federal tem apresentado números da pandemia que confirmam as características da Ômicron registradas em outros países, como maior capacidade de infecção, porém com menor gravidade. “É esperado um aumento das internações, entretanto, não de maneira proporcional à quantidade de casos. Não será como na primeira onda ou na segunda onda”, explicou.

 

Ainda assim, a Secretaria de Saúde adotou providências para aumentar a disponibilidade de leitos, além de reforçar a testagem para acompanhar a evolução da doença e impedir novas infecções. “O nosso objetivo é diminuir a circulação do paciente positivo”, afirma Fernando Erick.

 

O Distrito Federal também tem hoje mais de 11 mil casos de influenza A confirmados, 217 deles subtipados como H3N2. Há, também, 530 casos de coinfecção de influenza e covid-19. “A grande maioria dos casos será síndromes gripais, seja pela influenza, seja pela variante Ômicron, com sintomas leves ou até sem sintomas”, informou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde. Porém, para combater as infecções, a orientação é a mesma para as duas doenças: utilizar máscara e álcool em gel, evitar aglomerações e manter a chamada etiqueta respiratória.

 

Laboratório Central realiza o sequenciamento genômico para estudar a predominância da variante da covid-19 – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Fernando Erick ressaltou que o cenário atual, com aumento da procura nas unidades básicas de saúde e nas emergências dos hospitais, também precisa ocorrer com respeito aos profissionais de saúde. “Essa fila grande, às vezes a demora, não é culpa da técnica de enfermagem, da enfermeira, do médico que está na linha de frente. É toda uma conjuntura de sobrecarga e esse profissional está dando o sangue e tem que ser valorizado em todos os momentos”, ressaltou.

 

Vacinação

Os gestores da pasta defenderam que a proteção no Distrito Federal contra a covid-19 é resultado da cobertura vacinal alcançada até o momento. “Hoje nós temos a tranquilidade e o orgulho de dizer que o DF atingiu 92,02% da sua população acima de 12 anos com o esquema de vacinação pelo menos iniciado ou com a dose única”, destacou o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Fabiano dos Anjos. Até o momento, foram mais de 5 milhões de doses de vacina aplicadas. Somente na última semana, foram aplicadas 101.849 doses, com destaque para 3.620 pessoas que decidiram receber a primeira dose.

 

O secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache, ressaltou as ações para levar a vacina a quem tem dificuldades de acesso, mas também convocou todos que ainda não foram em busca da imunização. “O nosso escudo vacinal é de responsabilidade de todos nós. E todos aqueles que ainda estão indecisos, por favor, lembrem-se de que estamos fazendo algo muito positivo para a coletividade”, afirmou.