Governo do Distrito Federal
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21/01/13 às 10h39 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Vigilância Sanitária participa da Operação Sucata no Guará

Veículos abandonados serão recolhidos em ação contra a dengue

Nesta terça-feira (22), o Guará vai passar por uma limpeza voltada para o combate ao mosquito da dengue. Devem ser retiradas das ruas cerca de 40 carcaças de veículos, que já foram caracterizadas como em estado de abandono. Foram observados os critérios estabelecidos pela legislação, como a falta de vidros, os pneus ausentes ou esvaziados e o aspecto geral. A operação terá o apoio do Detran, Polícia Militar e da Vigilância Sanitária, e é uma iniciativa da Administração Regional do Guará por sugestão da coordenadora Regional de Saúde, Marôa Santiago Gomes. Trata-se de mais uma estratégia de combater o mosquito da dengue pela retirada dos seus criadouros.

Um levantamento feito pela Administração constatou a existência de dezenas de carros sucateados nas ruas da cidade. Na primeira fase da operação, as carcaças ficarão provisoriamente no pátio de obras da Administração.

Os proprietários dos veículos já foram notificados e terão 30 dias para requerer a devolução da carcaça, assumindo o compromisso de não mais utilizar área pública. Passado esse prazo, e não havendo nenhuma manifestação, será dada outra destinação para a carcaça. 

Na segunda fase da operação, antes de tomar as medidas legais cabíveis, a Administração vai conscientizar os proprietários dos carros que não são classificados como sucatas, mas que estão abandonados, a removerem os veículos para um local apropriado. Caso isso não ocorra, o proprietário será notificado e a Administração, com apoio do Detran, tomará as medidas legais.

Segundo o administrador regional, Carlos Nogueira, além de atender uma reivindicação da comunidade, a iniciativa evita a proliferação de focos do mosquito da dengue e elimina possíveis abrigos para usuários de drogas. Essa é a segunda Operação Sucata promovida pela Administração. A primeira foi realizada em 2012. Outros tipos de sucatas presentes em diversos pontos da cidade também são de responsabilidade dos moradores e cabe à Adminisstração Regional retirá-las. As pessoas que utilizam dessa forma as áreas públicas estão sujeitas a multas, mas quase nunca são identificadas. São sofás, geladeiras, restos de móveis e, principalmente, pneus. 

Em uma simples tampinha de garrafa podem se desenvolver cem mil embriões de mosquitos. Por isso, o lixo urbano está definitivamente associado com a presença de insetos. Os veículos abandonados ainda servem de esconderijo para animais maiores e pessoas mal intencionadas. Quando a sucata estiver em área particular, os moradores e síndicos poderão avisar à Vigilância Sanitária que tomará as devidas providências.

Sheila Perrú