Emendas parlamentares adicionaram 89 milhões ao orçamento da Secretaria da Saúde em 2021
Emendas parlamentares adicionaram 89 milhões ao orçamento da Secretaria da Saúde em 2021
Atividade de assessoramento garante maior aproveitamento dos recursos enviados por senadores e deputados
HUMBERTO LEITE, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF | EDIÇÃO: MARGARETH LOURENÇO | REVISÃO: JULIANA SAMPAIO
O Samu foi uma das unidades beneficiadas com os recursos. Foto: Breno Esaki - Agência Saúde - DF
Senadores, deputados federais e distritais asseguraram, no ano passado, R$ 89 milhões em emendas parlamentares. Os recursos foram empregados, por exemplo, para a aquisição de equipamentos e obras em unidades.
Destaca-se a destinação de recursos para arcos cirúrgicos, aparelhos de anestesia e neuronavegadores. Os hospitais regionais de Sobradinho e da Asa Norte receberão, por exemplo, novos aparelhos de ressonância magnética. Já o Laboratório de Citogenética do Hospital de Apoio de Brasília (HAB) iniciou a operação de dois novos sistemas de cariotipagem que custaram R$ 900 mil. Todos os hospitais da rede pública foram beneficiados, além de unidades como o Samu, o Hemocentro e o Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN).
A Secretaria de Saúde recebe recursos de parlamentares de todas as bancadas do Senado Federal, Câmara dos Deputados e Câmara Legislativa do Distrito Federal. A destinação é tecnicamente analisada pela Assessoria de Gestão Participativa e Relações Institucionais (Arins), que atua para conciliar os objetivos iniciais das emendas com a legislação em vigor e as necessidades da população do DF.
"Orientamos sobre o que é exequível", explica Ademir Miranda Jr., servidor da Arins. Ano após ano, um percentual maior dos projetos passa por avaliação técnica do Ministério da Saúde. A Assessoria também atua no diálogo com o Conselho de Saúde e com o Colegiado de Gestão, a fim de promover a gestão participativa.