Saúde mobiliza mais 86 leitos para enfrentamento da pandemia
Saúde mobiliza mais 86 leitos para enfrentamento da pandemia
Procedimentos eletivos começam a ser remarcados
HUMBERTO LEITE, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF | EDIÇÃO: MARGARETH LOURENÇO | REVISÃO: JULIANA SAMPAIO
Secretaria de Saúde tem 171 leitos de enfermaria exclusivos para covid-19 | Foto: Sandro Araújo
Apesar da alta do número de internações, a rede pública de saúde do Distrito Federal tem mantido a oferta de leitos de UTI, UCI e enfermaria para pacientes com covid-19. Nesta terça-feira (1º), serão mobilizados mais 20 leitos de UTI no Hospital Regional do Gama, seis unidades de UTI pediátrica no Hospital da Criança e 10 de enfermaria na estrutura acoplada do Hospital Regional de Samambaia. Assim, esta unidade passa a ter 50 leitos adicionais de enfermaria para o enfrentamento da pandemia.
O Hospital Regional de Samambaia já é exclusivo para atendimento da covid-19, com exceção da sua maternidade. Já o Hospital Regional da Asa Norte chegará a 52 leitos de enfermaria exclusivos para o tratamento do coronavírus. Ao todo, o Distrito Federal conta hoje (atualização às 11h) com 95 leitos de UTI ativos, 30 de UCI e 171 de enfermaria exclusivos para a covid-19. Os índices de ocupação estão em 91,5%, 90% e 87,7%, respectivamente.
De acordo com o secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache, a mobilização de novos leitos ocorre conforme o aumento da demanda e envolve a contratação de unidades da rede privada e, se necessário, do Hospital da Polícia Militar. "Nós estamos diariamente abrindo leitos", afirmou o gestor. Também houve reforço das atividades para o giro de leito, isto é, tão logo há uma alta ou transferências, as equipes atuam para disponibilizar a vaga para outro paciente.
Para adequar a capacidade da rede ao atual momento da pandemia, a pasta iniciou o reagendamento de procedimentos, como cirurgias eletivas que possam ser remarcadas. Estão mantidos os transplantes e as cirurgias oftalmológicas, cardíacas, ortopédicas e de urgência, além das situações judicializadas. Além de ampliar a oferta de leitos, a medida também possibilitará que médicos especialistas reforcem o atendimento hospitalar, ademais de reduzir o fluxo de pacientes nos hospitais.
"Estamos fazendo um plano de retorno para que a gente consiga fazer muito mais cirurgias para tirar o atraso", explica o secretário-adjunto de assistência à saúde, Fernando Erick Damasceno. O objetivo será atender tanto a demanda do atual momento quanto diminuir a fila de espera, que cresceu por conta da interrupção das cirurgias eletivas em 2021.