Governo do Distrito Federal
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31/01/19 às 17h58 - Atualizado em 1/02/19 às 13h44

Workshop apresenta projetos estratégicos para a saúde do DF

 

 

Com a proposta de compartilhar experiências em gestão de saúde e identificar oportunidades de ações conjuntas, foi realizado, nesta quinta-feira (31), o Workshop GDF e Hospital Sírio-Libanês – Gestão em Saúde. O evento ocorreu no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs).

 

O objetivo foi apresentar projetos estratégicos do Sírio-Libanês de interesse para os representantes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, como superintendentes regionais, diretores hospitalares e gerentes de unidades de saúde. Ao colocar em prática as iniciativas, a expectativa é que tanto a gestão como os processos que envolvem a saúde sejam melhorados.

 

“O evento traz a nós todo um conhecimento necessário e o trabalho em conjunto com o Hospital Sírio-Libanês. O governador se mostrou sensível à ideia, por isso surgiu a proposta de fazer um workshop. Podemos alinhar com eles metas que serão muito importantes para a saúde do DF”, destacou o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, presente na abertura do evento.

 

De acordo com o diretor-geral do Hospital Sírio-Libânes, Paulo Chap-Chap, compartilhar projetos com a Secretaria de Saúde é uma oportunidade de “trabalhar parcerias para tentar resolver os problemas que se encontram no dia a dia da rede pública de saúde”.

 

Ele também destacou que há previsão de inaugurar uma quarta unidade do Sírio-Libanês no Distrito Federal, no primeiro semestre deste ano. Uma funciona no Lago Sul e as outras duas na Asa Sul.

 

LEAN – Uma das iniciativas apresentadas aos profissionais da rede pública de saúde foi o projeto LEAN – Excelência Operacional – nas emergências. A iniciativa busca revisar e qualificar os fluxos administrativos e assistenciais do pronto atendimento, reduzindo o tempo de espera e o tempo de permanência dos pacientes na unidade de emergência.

 

“Mais do que uma ferramenta, é uma filosofia de gestão para melhorar os processos, eliminando desperdício. Por meio do mapeamento das atividades, é feito um diagnóstico da situação para ajudar a entender como funciona a unidade. Basicamente, ele trata do comportamento do hospital, para ajudá-lo a funcionar melhor”, esclareceu Luiz Ernani Júnior, intensivista e responsável pela intervenção do projeto LEAN nas emergências.

 

O projeto já funciona no Instituto Hospital de Base (IHB) e nos hospitais regionais de Ceilândia (HRC) e de Taguatinga (HRT). Os dois primeiros foram pioneiros no DF e estão na fase de monitoramento (ciclo 1), enquanto que o de Taguatinga passa pela fase de intervenção (ciclo 2).

 

Segundo a gerente de Engajamento, Monitoramento e Avaliação do HRT, Ana Maria de Faria, a iniciativa tem ajudado a melhorar o fluxo de pacientes na unidade. “Agora, já estamos fazendo um plano de capacidade plena. Antes, os pacientes não subiam para as enfermarias. Ficavam somente no pronto-socorro, e estamos mudando isso. Já está fluindo melhor”, contou.

 

TELESSAÚDE – Outra iniciativa é o Projeto Regula Mais Brasil, que permitiu a expansão do programa Telessaúde Brasil Redes, no Distrito Federal. A ferramenta permite que os casos clínicos dos pacientes sejam discutidos por telefone com outros médicos de família e especialistas focais. Com isso, é possível iniciar o tratamento na própria Unidade Básica de Saúde (UBS) e, ainda, diminuir a fila dos pacientes que precisam de atendimento especializado.

 

Desde janeiro de 2019, os médicos da família e comunidade de todas as UBSs do DF contam com o serviço de Telessaúde. Conforme os dados apresentados pelo Sírio-Libanês, um total de 15.833 casos foram regulados nesse período, no DF, sendo que 13.417 foram devolvidos para as UBSs. Um teste de funcionalidade da ferramenta foi feito durante a oficina.

 

DEMAIS PROJETOS – Também foram apresentados os projetos Saúde em Nossas Mãos e o de Apoio à Gestão de Hospitais. O primeiro visa a implantar protocolos e treinamento de equipe para a redução de infecções nas Unidades de Tratamento Intensivo. Ele é utilizado em 119 hospitais em todo o país e mostrou uma redução de 32% nas infecções.

 

Já o projeto de Apoio à Gestão de Hospitais busca a realização de um diagnóstico do nível de maturidade da gestão de uma organização hospitalar e de elaboração de um plano de gestão.

 

“Na visão da atual gestão, todos esses projetos são estratégicos para o DF. As unidades que já estão com eles em curso podem contar com o total apoio da Secretaria de Saúde no seu desenvolvimento. Vamos participar, ativamente, da implantação desses projetos no Distrito Federal”, garantiu o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Sérgio Luiz da Costa.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Mariana Raphael/Saúde-DF