Atenção Primária oferece atendimento humanizado em casa
Atenção Primária oferece atendimento humanizado em casa
Porta de entrada na rede pública de saúde, as UBSs também oferecem atendimento extramuros*Fotos feitas em casa, em ambiente controlado
ADRIANA SILVA I EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA I DA AGÊNCIA SAÚDE-DF
Pacientes que não conseguem se deslocar até a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de onde mora podem contar com atendimento domiciliar realizado pelas equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF). Essa modalidade alcança pessoas acamadas ou que necessitam de atendimento específico e que, por algum motivo, não conseguem ir até a UBS.
Os pacientes que residem na área de abrangência de cada unidade básica de saúde são monitorados pelos agentes comunitários de saúde que avaliam as necessidades particulares de cada um e comunicam às equipes sobre cada caso. Após essa informação chegar até a equipe, é feito um planejamento para que esse atendimento seja realizado o mais breve possível.
“A possibilidade de essa equipe conseguir ir até o domicílio do paciente fortalece ainda mais a relação da população com o serviço de saúde, garantindo que o paciente seja assistido por uma equipe multiprofissional competente e compromissada” explica o coordenador da Atenção Primária à Saúde, Fernando Erick Damasceno.
As equipes que atuam nesses atendimentos são compostas por quatro profissionais: um médico de família, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e um agente comunitário.
Visita bem-vinda
Paciente da rede pública de saúde, Patrícia Fonteles, de 30 anos, é moradora da região de Sol Nascente e teve a pequena Kiara há 20 dias no Hospital Regional de Ceilândia. Ela, que está no puerpério, recebeu a visita da equipe de Saúde da Família da UBS 12, na última terça-feira (24).
“Poder contar com essa atenção da UBS onde fiz todo meu pré-natal, conversar, e poder tirar todas as dúvidas que tenho, é muito bom. Estou muito feliz, a equipe é cuidadosa e muito prestativa. Eu me senti acolhida e sou só elogios a todos”, ressalta.
Fernando Erick considera que a visita domiciliar no momento de puerpério, que vai até 45 dias após o parto, é um dos momentos mais delicados da vida da criança, e de toda família. "O nascimento de um filho é um ciclo de vida para a família. E esse é o momento de uma sobrecarga emocional que a família precisa desse apoio das equipes de saúde. Essa primeira orientação é de fundamental importância para a recuperação da mãe. E eu acredito que a possibilidade de as equipes conseguirem realizar esse serviço na residência da pessoa faz toda a diferença”, destaca Fernando Erick.
A paciente Patrícia recebeu as orientações quanto ao aleitamento materno, primeiras vacinas do bebê, teste do pezinho, cuidados com o umbigo e com a alimentação da bebê, e com o próprio corpo no período de resguardo.
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