Reunião com agentes de Vigilância Ambiental debate combate às arboviroses
Reunião com agentes de Vigilância Ambiental debate combate às arboviroses
Período da seca permite planejar ações para conter sazonalidade de doenças como a dengue e febre amarela
Yuri Freitas, da Agência Saúde DF | Edição: Natália Moura
Organizada pela Secretaria de Saúde (SES-DF), a reunião intersetorial, realizada nesta semana (26), focou no enfrentamento das arboviroses, como dengue, febre amarela, zika e chikungunya. O objetivo foi apresentar estratégias já executadas pela pasta e discutir os próximos passos de forma integrada.
Para a diretora de Vigilância Ambiental (Dival) da SES-DF, Kenia de Oliveira, o evento permite avaliar as ações adotadas nos últimos anos, de modo a planejar o combate antecipadamente. “Esse é um espaço fundamental para alinhar resultados, identificar pontos fortes e desafios, além de fortalecer o compromisso do monitoramento epidemiológico na preparação para a próxima sazonalidade."
A sazonalidade das arboviroses coincide com o ciclo de reprodução do mosquito transmissor, mais prevalente no período chuvoso, entre os meses de outubro de um ano e maio do ano seguinte.

Segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde (SVS) da SES-DF, Fabiano dos Anjos Pereira Martins, a reunião joga, ainda, atenção especial aos profissionais da linha de frente contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e de outras doenças. “Foram essas pessoas que enfrentaram o sol do cerrado, o tempo seco, a chuva repentina e as resistências nas casas para proteger a população."
No encontro, estiveram presentes boa parte desses trabalhadores citados pelo subsecretário: militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF), agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), gestores das Regiões Administrativas, lideranças comunitárias e servidores de diversas secretarias distritais.
Atuação constante
Os esforços da Vigilância em Saúde englobam a integração de novas tecnologias, a distribuição de insumos e a intensificação das ações de campo. “Ampliamos a cobertura das atividades de controle vetorial, investimos em capacitação das equipes e adotamos ferramentas para aumentar a eficácia da resposta", elenca Oliveira. "Embora o desafio seja grande, podemos afirmar que os resultados demonstram avanços importantes, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade", complementa.

O último grande surto de casos de dengue no Brasil, entre 2023 e 2024, motivou, também, a criação de novos mecanismos de combate ao mosquito no âmbito da rede pública. “Elaboramos o Plano de Enfrentamento da Dengue e Outras Arboviroses 2024/2025, aprovado pela SES-DF e alinhado à Organização Mundial da Saúde [OMS], à Organização Pan-Americana de Saúde [Opas] e ao Ministério da Saúde", lembra Martins.
O plano de enfrentamento estabelece objetivos claros: reduzir a morbimortalidade, fortalecer a mobilização intersetorial, integrar vigilância, assistência e comunicação e incorporar inovações como a bactéria Wolbachia, drones, estações disseminadoras de larvicidas (EDLs), ovitrampas e novas tecnologias laboratoriais, além da vacinação contra a dengue.