28/08/2025 às 08h48

Reunião com agentes de Vigilância Ambiental debate combate às arboviroses

Período da seca permite planejar ações para conter sazonalidade de doenças como a dengue e febre amarela

Yuri Freitas, da Agência Saúde DF | Edição: Natália Moura

Organizada pela Secretaria de Saúde (SES-DF), a reunião intersetorial, realizada nesta semana (26), focou no enfrentamento das arboviroses, como dengue, febre amarela, zika e chikungunya. O objetivo foi apresentar estratégias já executadas pela pasta e discutir os próximos passos de forma integrada.

Para a diretora de Vigilância Ambiental (Dival) da SES-DF, Kenia de Oliveira, o evento permite avaliar as ações adotadas nos últimos anos, de modo a planejar o combate antecipadamente. “Esse é um espaço fundamental para alinhar resultados, identificar pontos fortes e desafios, além de fortalecer o compromisso do monitoramento epidemiológico na preparação para a próxima sazonalidade."

A sazonalidade das arboviroses coincide com o ciclo de reprodução do mosquito transmissor, mais prevalente no período chuvoso, entre os meses de outubro de um ano e maio do ano seguinte.

 

Objetivo do encontro foi apresentar as estratégias já desenvolvidas pela SES-DF no combate ao 'Aedes aegypti ' e propor ações para o próximo ciclo de arboviroses. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF


Segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde (SVS) da SES-DF, Fabiano dos Anjos Pereira Martins, a reunião joga, ainda, atenção especial aos profissionais da linha de frente contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e de outras doenças. “Foram essas pessoas que enfrentaram o sol do cerrado, o tempo seco, a chuva repentina e as resistências nas casas para proteger a população."

No encontro, estiveram presentes boa parte desses trabalhadores citados pelo subsecretário: militares do Corpo de Bombeiros (CBMDF), agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas), gestores das Regiões Administrativas, lideranças comunitárias e servidores de diversas secretarias distritais. 

Atuação constante

Os esforços da Vigilância em Saúde englobam a integração de novas tecnologias, a distribuição de insumos e a intensificação das ações de campo. “Ampliamos a cobertura das atividades de controle vetorial, investimos em capacitação das equipes e adotamos ferramentas para aumentar a eficácia da resposta", elenca Oliveira. "Embora o desafio seja grande, podemos afirmar que os resultados demonstram avanços importantes, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade", complementa.

 

A sazonalidade das doenças coincide com o ciclo de reprodução do mosquito, mais prevalente no período chuvoso, entre os meses de outubro e maio do ano seguinte. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

 

O último grande surto de casos de dengue no Brasil, entre 2023 e 2024, motivou, também, a criação de novos mecanismos de combate ao mosquito no âmbito da rede pública. “Elaboramos o Plano de Enfrentamento da Dengue e Outras Arboviroses 2024/2025, aprovado pela SES-DF e alinhado à Organização Mundial da Saúde [OMS], à Organização Pan-Americana de Saúde [Opas] e ao Ministério da Saúde", lembra Martins.

O plano de enfrentamento estabelece objetivos claros: reduzir a morbimortalidade, fortalecer a mobilização intersetorial, integrar vigilância, assistência e comunicação e incorporar inovações como a bactéria Wolbachia, drones, estações disseminadoras de larvicidas (EDLs), ovitrampas e novas tecnologias laboratoriais, além da vacinação contra a dengue.