“AVC no Quadrado” é tema de encontro com gestores de outros estados do país
“AVC no Quadrado” é tema de encontro com gestores de outros estados do país
Projeto da SES-DF ampliou acesso aos pacientes, oferecendo mais rapidez no atendimento e reduzindo riscos de sequelas
Isabela Graton, da Agência Saúde DF | Edição: Larissa Lustoza
Na última quarta-feira (27), secretários estaduais e municipais de saúde de diversos estados do Brasil, além de especialistas e gestores, conheceram o projeto “AVC no Quadrado”, durante o “Encontro Nacional da Linha de Cuidado do AVC”. Iniciativa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o projeto amplia as políticas de cuidado e as formas de tratamento aos pacientes que sofrem com o Acidente Vascular Cerebral (AVC), disponibilizando técnicas avançadas para os casos mais graves.
A finalidade do evento foi promover a troca de experiência entre os profissionais, que puderam se inspirar na experiência exitosa do DF para melhorar o tratamento em outros estados. A neurologista da SES-DF, Letícia Rebello, reforçou os benefícios do programa. “É uma oportunidade de mostrar a evolução do desempenho em relação à política de cuidado ao AVC no DF. O ‘AVC no Quadrado’ teve muitos êxitos, como a descentralização da trombólise e a implementação da trombectomia mecânica no Hospital de Base”, explicou.

Impacto
Por meio do “AVC no Quadrado”, os hospitais regionais do Gama (HRG) e de Sobradinho (HRS) passaram a realizar a trombólise endovenosa - uma terapia estabelecida para o tratamento agudo com alto impacto na redução de sequelas relacionados ao AVC. Antes, o procedimento era realizado apenas no Hospital de Base (HBDF). Outro avanço foi a oferta da trombectomia mecânica pelo HBDF, uma técnica avançada e de alta complexidade que trata os casos mais agudos.
De acordo com Rebello, a ampliação do cuidado aos pacientes que sofrem AVC é fundamental para oferecer mais rapidez no atendimento e reduzir as chances de sequelas. “O número de trombólises realizadas nestes hospitais [HRG e HRS] cresce mês a mês, demonstrando que os dois estão cada vez mais qualificados no atendimento de casos agudos. Isso também refletirá em um volume maior de pacientes que podem ser tratados, uma vez que eles conseguem chegar com mais rapidez por estarem mais perto dessas unidades”, destacou a profissional.
