18/01/2022 às 19h05 - Atualizado em 17/04/2022 às 15h37

​Crianças institucionalizadas são vacinadas contra covid-19

Vacinação itinerante ocorreu no Instituto do Carinho, em Ceilândia, e alcançou sete meninos e meninas entre 5 e 11 anos

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF | EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

 

 

Nesta terça-feira (18), sete crianças institucionalizadas que vivem no Instituto do Carinho, na QNN 5 de Ceilândia, receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19. Três delas são acamadas e possuem comorbidades como síndrome de West e Atrofia Muscular Espinhal (AME). A vacinação foi feita por uma equipe da UBS 2 de Ceilândia, responsável por cobrir a localidade onde funciona a instituição. Essa é uma das ações de vacinação itinerante que levará vacina até as crianças acamadas e que vivem em instituições permanentes.

 

Na semana passada, a equipe de Saúde da Família identificou as crianças que estão aptas a receberem a dose pediátrica da vacina Pfizer–BioNTech. “A vacinação aqui facilita muito a vida das crianças, principalmente a das acamadas, pois é muito difícil transportá-las até uma UBS. Além disso, tem a questão de evitar a exposição delas, pois algumas estão sob tutela do estado”, explica Cleide Ribeiro, enfermeira da UBS 2 de Ceilândia.

 

De acordo com a profissional, uma das equipes da UBS faz visitas regularmente à instituição para avaliar a saúde das crianças e, mensalmente, são levadas vacinas para fazer a atualização da caderneta de todos os meninos e meninas que vivem no local.

 

“Todas estas crianças são do grupo de risco, pois além de serem de população vulnerável, os pais ou parentes visitam frequentemente, existe a entrada e saída constante dos profissionais que trabalham aqui. Então, temos que ter todo o cuidado com elas e a melhor forma disso acontecer é mantendo as vacinas em dia”, afirma.

 

O instituto

 

Hoje, o Instituto do Carinho é dividido em dois projetos: Casa do Carinho, em que ficam as crianças acamadas e com comorbidade, e o Lar Bezerra de Menezes, voltado para as crianças sem comorbidades sob tutela do estado. Cada projeto tem capacidade para acolher 20 crianças, totalizando 40 em toda a instituição.

 

“Atualmente temos 14 crianças com comorbidades sendo assistidas pela Casa do Carinho. Algumas delas viviam em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas como as famílias não tinham condições de manter os cuidados em casa, optaram por deixar a criança com a gente. Nestes casos, a família visita semanalmente. Mas, também há algumas que estão sob responsabilidade do Estado”, explica a coordenadora do Instituto do Carinho, Cássia Barbosa.

 

De acordo com ela, também há 17 crianças no projeto Lar Bezerra de Menezes. São menores que estão sob tutela do estado e foram encaminhadas à instituição pela Vara da Infância e Juventude. Na avaliação dela, a parceria da Secretaria de Saúde, através da entrega de medicamentos e por meio da contratação da empresa prestadora de serviços de enfermagem é essencial para o funcionamento adequado do local.

 

“Temos todo o apoio das equipes da UBS 2 de Ceilândia. Fazem visitas regulares, providenciam o cartão de vacinação da criança para os que chegam aqui sem documento. Além disso, fazem a aplicação de todas as vacinas aqui, o que ajuda bastante. Só temos a agradecer pelo apoio e parceria”, destaca.

 

A segunda dose da vacina deverá ser aplicada oito semanas após a primeira. Vale destacar que se uma criança de 11 anos completar 12 anos durante esse intervalo, irá completar seu ciclo vacinal com o imunizante para o público infantil, e não com o uso da versão destinada para quem tem acima de 12 anos.