03/05/2022 às 18h03 - Atualizado em 03/05/2022 às 21h35

Dia Mundial de Combate à Asma é celebrado nesta terça-feira

Apesar de haver histórico genético, crises podem ser prevenidas com medicamentos e hábitos de higiene

Jurana Lopes, da Agência Saúde DF | Edição: Magareth Lourenço

Rede pública do DF faz entrega de medicamentos em farmácias de alto custo. Foto: Breno Esaki - Arquivo Agência Saúde DF

O Dia Mundial de Combate à Asma foi lembrado na terça-feira (03). A doença respiratória também conhecida como bronquite asmática ou bronquite alérgica acomete os pulmões e acompanha uma inflamação crônica dos brônquios, causando mal-estar.

“A asma é diagnosticada pelo quadro clínico do paciente, tosse, dispneia, chiado no peito, sensação de opressão no peito associada a exames complementares tais como espirometria* e testes alérgicos positivos. O paciente tem a característica de ter história familiar com hipersensibilidade alérgica. Dessa forma, não pode ser evitada”, explica a pneumologista e Referência Técnica Distrital (RTD) de Asma, Andrea Martha Rodrigues.

O que pode ser evitada ou prevenida são as exacerbações (crises) da doença, com o uso correto das medicações. Além de hábitos de higiene pessoal como não acumular poeira em domicílio, evitando o uso de tapetes no ambiente; o acúmulo de caixas de papelão; o uso de almofadas ou cobertas de pelos, e a presença de animais domésticos em casa.

A RTD de Asma informa que o diagnóstico em crianças é feito pelo quadro clínico de tosse crônica, sibilância no primeiro ano de vida (ofegantes para respirar) associada à história de asma ou rinite alérgica nos pais ou nos familiares e, exames de sangue positivos para marcadores de alergias.

O inverno é o período do ano em que as doenças respiratórias costumam piorar. A pneumologista lembra que, com as temperaturas mais baixas, o paciente asmático deve manter-se bem aquecido com o uso de agasalhos. Além disso, evitar a exposição às chuvas, hidratar o corpo, hidratar as narinas com soro fisiológico, fazer continuamente as suas medicações de uso contínuo ou medicações de resgate.

“O clima seco piora os sintomas respiratórios da asma e das doenças nasais alérgicas, como a rinite. Período em que ocorre as exacerbações da asma. Por isso, é tão importante redobrar o cuidado nesta época do ano”, destaca Andrea.

Atendimento na rede

O atendimento no serviço público ocorre primeiramente na unidade básica de saúde, através do clínico, que avalia e encaminha alguns pacientes ao pneumologista para os serviços de ambulatório, onde há pneumologia geral. Ou seja, os pacientes que não respondem aos tratamentos iniciais devem ser encaminhados ao pneumologista.

“Uma vez diagnosticado com asma, este paciente pode ser encaminhado às unidades básicas de saúde para recebimento de medicações imediatas e para a Farmácia de Alto Custo, para receber as medicações broncodilatadoras de ação prolongada”, afirma a pneumologista.

Ela orienta o paciente procurar a UBS quando ocorrer a exacerbação dos sintomas que não melhoram com as medicações de rotina para essas situações. Quando a exacerbação dos sintomas estão associados a sinais de infecção ou quadro de insuficiência respiratória iminente (fala entrecortada, uso de musculatura acessória para respirar, sensação de desmaio), estes pacientes devem procurar a emergência ou no hospital ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

*Espirometria: prova de função pulmonar evidenciando os processos obstrutivos com resposta ao broncodilatador.