12/04/2022 às 10h30 - Atualizado em 16/04/2022 às 16h36

Hospital Regional do Gama faz cerca de 5 mil partos por ano

No Dia do Obstetra, Pasta destaca unidade referência em assistência de pré-natal de alto risco no Gama e em municípios do Entorno

JADE ABREU, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF | EDIÇÃO: MARGARETH LOURENÇO | REVISÃO: JULIANA SAMPAIO

A dona de casa Luana Machado da Silva, 34 anos, estava na 37ª semana de gestação quando sentiu as contrações e a pequena Laura nasceu. A cesárea foi feita no Hospital Regional do Gama, onde ela já fazia o acompanhamento do pré-natal de alto risco, por ter sido identificada uma condição de pré-diabetes gestacional.

Na data em que é comemorado o Dia do Obstetra, a Secretaria de Saúde homenageia a atuação dos profissionais que acompanham a gestação, o parto e o pós parto da mulher com relato de dois casos de pacientes do HRG. A unidade de saúde é referência em assistência de pré-natal de alto risco no Gama e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE). No ano passado, 1.266 mulheres, com situação semelhante à de Luana, foram atendidas ali. Além disso, o hospital também tem o marco de 4.971 partos feitos no mesmo período, e sem nenhuma morte materna.

A Agência Saúde acompanhou o último pré-natal da gestante antes do parto. Ela conta que monitorava a saúde no posto perto de casa, quando foi identificada a condição de agravamento. Luana continuou sendo acompanhada na unidade próxima à sua residência e seguiu também no HRG. “É um atendimento mais específico, fico tranquila”, diz. No caso dela, foi possível fazer o controle da glicemia com dieta especial.

Também com gestação de alto risco, Fabiana Cristiane Bernardes, 40 anos, está com 10 semanas de gravidez e é acompanhada na Unidade Básica de Saúde 5 do Gama e no hospital da mesma região administrativa. A situação dela deve-se a uma pré-eclâmpsia, causada por hipertensão, identificada nos exames do pré-natal. Dois anos atrás, perdeu o bebê com 27 semanas de gestação. Para ela, ter o pré-natal específico no HRG é importante. “Eu gostei, é uma preocupação a mais com o paciente”, elogiou a futura mamãe.

De acordo com o Manual de Gestação de Alto Risco, do Ministério da Saúde, as condições clínicas para identificar maior risco na gestação podem ser características individuais, condições sociodemográficas, história reprodutiva anterior, condições clínicas prévias à gestação, intercorrências clínicas ou obstétricas e doenças infecciosas na gestação.

Trabalho de equipe

A responsável técnica da obstetrícia no HRG, Alexsandra Ramalho da Costa Arume, explica que o hospital é uma unidade de acompanhamento de pré-natal de risco e de atendimento para partos eventuais. Em geral, os partos de alto risco são encaminhados à unidade de Santa Maria. “A gente faz até parto de pacientes do nosso pré-natal de alto risco porque alguns não são tão graves, como a gestante ser de idade mais avançada”, explica a médica.

Ela ressalta que é comum receber parturientes do entorno, como de Abadiânia, Cidade Ocidental, Cristalina, Luziânia e Valparaíso de Goiás, o que dificulta o conhecimento prévio do caso da paciente. “Muitas vezes diagnosticamos diabete gestacional e a paciente não havia feito exame de glicemia”, conta e reforça que por isso “o pré-natal é fundamental para o desenvolvimento saudável do bebê e a redução dos riscos para gestante“.

Parceria com Opas

A médica reforça que quando é identificado algum problema, são feitas reuniões para trabalhar condutas e procedimentos que possam aprimorar os resultados. “É uma equipe que dá tudo de si pelos pacientes”, assegura. Em novembro, os servidores do HRG participaram da terceira edição do treinamento de instrutores da estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia no Brasil.

O programa é organizado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A iniciativa capacita equipes multidisciplinares, qualificadas e organizadas para o enfrentamento das emergências obstétricas.