18/04/2022 às 13h36 - Atualizado em 20/04/2022 às 12h24

Saúde amplia número de famílias acompanhadas pelo Programa Auxílio Brasil

Unidades de Saúde fazem busca ativa pelas famílias em situação de vulnerabilidade social

HUMBERTO LEITE, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF | EDIÇÃO: MARGARETH LOURENÇO

Atendimento em Unidade Básica de Saúde do DF. Foto: Tony Winston – Agência Saúde DF

A Secretaria de Saúde registrou aumento no número de famílias acompanhadas pelo Programa Auxílio Brasil. O ano de 2021 foi encerrado com 55,25% das famílias sob a atenção das equipes da Atenção Primária, o maior índice desde o início da pandemia. Também é superior ao registrado no fim de 2017, quando eram 37,22% das famílias acompanhadas.

 

Criado para substituir o Bolsa Família, o Programa Auxílio Brasil prevê a transferência de renda para famílias em situação de vulnerabilidade. A permanência no benefício está condicionada ao acompanhamento dos serviços de saúde. Atualmente, no DF, há cerca de 163.960 beneficiários.

 

A psicóloga Christiane Silva, da Gerência de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais (Gaspvp), ressalta que as equipes da Secretaria de Saúde do DF tem atuado com foco na proteção da infância. “O nosso público de acompanhamento é a criança de zero a sete anos, e mulheres de 14 a 44 anos, que são as potenciais gestantes”, explica.

 

A psicóloga ressalta que entre as principais estratégias adotadas está a busca ativa pelas famílias beneficiadas, com monitoramento mensal da quantidade de beneficiários acompanhados pelos serviços de saúde e uso de material informativo sobre o Auxílio Brasil. O principal resultado esperado é a redução dos óbitos de crianças e a ampliação geral do acesso à saúde, sendo a oferta de serviços para a realização do pré-natal pelas gestantes, o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil e a imunização do público infantil.

 

Na Região de Saúde Sul, onde houve um salto de 35,86% das famílias acompanhadas para 75% entre 2017 e 2021, a técnica de enfermagem Iracy Gomes, da Gerência de Áreas Programáticas da Atenção Primária da Região Sul, diz que é necessário compreender as características desse público. “São famílias vulneráveis, que precisam de atendimento diferenciado”, destaca.

 

Diariamente, as equipes da região fazem a busca ativa, identificando desde faltas em atendimentos marcados até a ausência em campanhas de vacinação. Para isso, os profissionais das diversas unidades de saúde passam por capacitações e se reúnem para discutir estratégias. “O segredo é um só: trabalho em equipe”, finaliza.