Raiva

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos e pode ser transmitida aos humanos (antropozoonose) pela mordedura, lambedura e arranhadura de animais infectados com o vírus da raiva.

A doença é caracterizada por sintomas neurológicos em animais e seres humanos. O vírus multiplica-se no local da lesão e migra para o sistema nervoso e a partir daí para diferentes órgãos, principalmente para as glândulas salivares, sendo eliminado pela saliva.

Dentre as doenças infecciosas de origem viral, a raiva é a única em relação a seu alcance e ao número de vítimas que pode gerar uma encefalite aguda capaz de levar as vítimas ao óbito em praticamente 100% dos casos. A doença acomete todas espécies de mamíferos, inclusive, seres humanos.

O vírus da raiva fica presente na saliva de animais infectados e é transmitido principalmente por meio de mordeduras e, eventualmente, pela arranhadura e lambedura de mucosas ou pele lesionada.

O vírus da raiva está difundido em todos os continentes, exceção feita às Austrália e Oceania. Apesar da existência da profilaxia antirrábica humana (pós-exposição ou pré-exposição), ainda morrem de raiva anualmente aproximadamente 59 mil pessoas em todo mundo. No Distrito Federal, foram registrados dois casos de raiva humana, sendo o primeiro em 1978 e o segundo em 2022. 

A melhor medida de prevenção é a vacinação pré ou pós-exposição.

Saiba mais sobre a prevenção da raiva

Vacinação anual em cães e gatos

Um dos importantes pilares do programa de vigilância da raiva preconizado pelo Ministério da Saúde é a campanha anual de vacinação contra raiva em cães e gatos, de modo a manter, no curto prazo, parcela significativa dessas populações imune ao vírus. Essas campanhas foram iniciadas com a criação do Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR) em 1973.

Veja informações sobre vacinação neste link

Confira os locais de vacinação antirrábica no DF


Suspeita da doença

Quando o animal está contaminado com o vírus da raiva animal pode tornar-se agressivo, mordendo pessoas, animais e objetos, ou ficar triste, procurando lugares escuros; O latido torna-se diferente do normal; Fica de boca aberta e com muita salivação; Recusa alimento ou água, tendo dificuldade de engolir (parecendo engasgado); Fica sem coordenação motora, passa a ter convulsões, paralisia das patas traseiras (como se estivesse descadeirado); paralisia total e morte.

 

O que fazer ao ser mordido por um cão ou gato

Mesmo que o animal seja vacinado, é necessário lavar imediatamente o ferimento com água e sabão em barra; Procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS); Comunicar à Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, pelo Disque Saúde – 160 pelo e-mail: zoonosesdf@gmail.com.

Além disso, não matar o animal agressor. Deixá-lo em observação durante 10 dias, em local seguro, para não fugir nem atacar pessoas ou outros animais. Ele deve receber água e comida, normalmente. Durante a observação, verificar se apresenta algum sinal suspeito de raiva (alteração de comportamento). Caso não seja possível observar o animal em casa, encaminhá-lo ao canil da Gerência de Vigilância Ambiental Zoonoses (GVAZ), Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, da Secretaria de Saúde.

 

Profilaxia antirrábica humana

Atualmente se recomendam duas possíveis medidas de profilaxia antirrábica humana: a pré-exposição e a pós-exposição, depois de avaliação profissional e se necessário.

 

Profilaxia Pré-Exposição

A profilaxia pré-exposição deve ser indicada para pessoas com risco de exposição permanente ao vírus da raiva, durante atividades ocupacionais exercidas por profissionais como:

  • Médicos veterinários, biólogos, profissionais e auxiliares de laboratório de virologia e anatomopatologia para a raiva;
  • Estudantes de medicina veterinária, zootecnia, biologia, técnicos agropecuários;
  • Profissionais que atuam no campo na captura, vacinação, identificação e classificação de mamíferos passíveis de portarem o vírus (cães, gatos, bovídeos, equídeos, caprinos, ovinos e suínos), bem como funcionários de zoológicos e clínicas veterinárias e pet shop;
  • Pessoas que desenvolvem trabalho de campo (pesquisas, investigações eco epidemiológicas) com animais silvestres (morcegos, macacos, canídeos silvestres, dentre outros); Espeleólogos, guias de ecoturismo, pescadores e outros profissionais que trabalham em áreas de risco.

Os profissionais que têm indicação de profilaxia pré-exposição conforme listados acima devem procurar as unidades de referência da sua área de residência para receber a vacina. Apresentar comprovante de atividade ocupacional de risco ao vírus da raiva (crachá funcional, declaração laboral, declaração escolar).

Confira aqui a lista de locais, dias e horário de atendimento em que se realiza a profilaxia pré-exposição antirrábica humana.

Confira aqui os locais de coleta de sorologia para controle sorológico pós esquema pré-exposição antirrábica humana.

Profilaxia Pós exposição

Em caso de acidente com animal e possível exposição ao vírus da raiva, é imprescindível a limpeza do ferimento com água corrente abundante e sabão ou outro detergente, pois essa conduta diminui, comprovadamente, o risco de infecção. É preciso que seja realizada o mais rápido possível após a agressão e repetida na unidade de saúde, independentemente do tempo transcorrido.

Deve-se fazer anamnese completa, utilizando-se a Ficha de Atendimento Antirrábico Humano (Sinan), visando à indicação correta da profilaxia da raiva humana.

As exposições (mordeduras, arranhaduras, lambeduras e contatos indiretos) devem ser avaliadas de acordo com as características do ferimento e do animal envolvido para fins de indicação de conduta de esquema profilático, conforme esquema de profilaxia da raiva humana com vacina de cultivo celular.

Confira aqui a lista de salas de vacinas e horário de atendimento em que se realiza a profilaxia da raiva humana pós-exposição e as unidades hospitalares em que é feita a aplicação de soro e imunoglobulina antirrábica humana.

 

Cuidados em caso de agressão por animal (mordedura, arranhadura e lambedura):

  • Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão;
  • Procurar uma unidade de Saúde para avaliar a necessidade de profilaxia antirrábica (vacina ou soro);
  • Informar ao profissional de saúde sobre a condição de saúde do animal (alteração do comportamento, agressividade);
  • Nunca interromper o tratamento profilático (vacinação) por conta própria;
  • Em casos de animais suspeitos acionar a vigilância ambiental para recolhimento do animal e análise pelo 160 ou email: zoonosesdf@df.gov.br