29/11/2025 às 13h18

Combate à dengue: inseticidas são aplicados na Rodoviária e nas estações de metrô durante este sábado (29)

Ação de Vigilância Ambiental em Saúde soma-se a um conjunto de estratégias complementares para o controle do mosquito Aedes aegypti no DF

Gabriel Silveira, da Agência Saúde-DF

Quem passava pela Rodoviária do Plano Piloto na manhã deste sábado (29) pode verificar o esforço do Governo do Distrito Federal (GDF) no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de arboviroses como a dengue. O inseticida foi aplicado por meio da técnica de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em todo o terminal rodoviário, bem como nas estações de metrô Central, Galeria, 102, 106, 108, 110, 112 e 114 Sul.

A tecnologia cria uma camada protetora nas paredes internas, capaz de eliminar os mosquitos que pousam nesses locais. O produto, que tem baixa toxicidade para humanos e animais domésticos, permanece ativo por até 90 dias. "Nesses locais de grande circulação, o bloqueio químico é essencial para a redução da presença do vetor e dos riscos de transmissão de vírus", detalha o chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Anderson Leocadio.

 

O inseticida foi aplicado por meio da técnica de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em todo o terminal rodoviário, bem como nas estações de metrô Central, Galeria, 102, 106, 108, 110, 112 e 114 Sul. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Para este segundo ciclo de aplicação, a equipe com 12 Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (AVAS) contou com um reforço especial: os pulverizadores costais elétricos adquiridos no primeiro semestre deste ano. O equipamento, além de ser mais leve, não exige o bombeamento prévio e é ainda mais eficiente, pois minimiza o desperdício da solução. 

Estratégias complementares

A BRI na Rodoviária não é uma ação isolada no controle do Aedes aegypti. A SES-DF utiliza um conjunto de estratégias complementares, combinando tecnologia, inteligência epidemiológica e trabalho presencial dos agentes.

“A população vê a borrifação acontecendo ali, mas por trás há um sistema inteiro funcionando. É essa malha que sustenta o controle vetorial no DF”, explica a diretora de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) da SES-DF, Kenia Cristina de Oliveira.

 

A equipe contou com reforço especial dos pulverizadores costais elétricos, equipamento mais leve, que não exige o bombeamento prévio e é ainda mais eficiente, pois minimiza o desperdício da solução. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Em 2025, já foram realizadas 58 aplicações, majoritariamente em escolas (67%), unidades de saúde e domicílios de áreas prioritárias. Há, ainda, para este ano, previsão de ações em outros terminais de passageiros e demais equipamentos públicos. 

Combate à dengue

dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O vírus é transmitido pela picada da fêmea do Aedes aegypti, um mosquito urbano e diurno que se reproduz em depósitos de água parada. Desta forma, o período do ano com maior transmissão da doença ocorre nos meses mais chuvosos.

 

A SES-DF utiliza um conjunto de estratégias complementares, combinando tecnologia, inteligência epidemiológica e trabalho presencial dos agentes. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF