DF participa de oficina sobre integração de dados do SUS
DF participa de oficina sobre integração de dados do SUS
Etapa da Federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde reúne secretarias de vários estados e reforça estratégia nacional de integração digital do SUS
Karinne Viana, da Agência Saúde DF | Edição: Willian Cavalcanti
A integração de dados promete transformar a forma como o Sistema Único de Saúde (SUS) funciona, trazendo mais eficiência para gestores e mais segurança para pacientes. Com esse objetivo, Brasília sediou, de terça (16) a quinta-feira (18), oficina de alinhamentos estratégicos do projeto de federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Realizado no Conselho da Justiça Federal (CJF), o evento reúne representantes de secretarias de saúde de diferentes estados e o Distrito Federal (DF).
Com a adesão, a Secretaria de Saúde do DF, assim como a pasta dos demais estados, terá acesso direto aos registros disponíveis na RNDS, que já reúne cerca de 2,4 bilhões de informações sobre atendimentos, exames, vacinas e prescrições. Oficializada em julho deste ano, pelo Decreto nº 12.560, a Rede Nacional de Dados é a plataforma oficial de interoperabilidade do Ministério da Saúde (MS), criada para conectar diferentes sistemas em todo o país e aprimorar a qualidade da informação disponível para a população.
O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da saúde pública. “A integração de dados é fundamental, primeiramente, para garantir a segurança do paciente. Mas também permite uma gestão mais eficiente dos recursos em saúde, reduz desperdícios e abre caminho para o uso de inteligência de dados e inteligência artificial, ferramentas que podem salvar vidas”, afirmou.
Expansão
A etapa estadual sucede o projeto piloto realizado no mês passado com oito estados (Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e Tocantins), que testaram soluções, validaram hipóteses e já utilizam dados para a gestão local. Nos próximos 12 meses, as demais 18 unidades da federação e o DF integrarão o projeto, que se estrutura em quatro pilares: plano institucional, governança, dimensão da informação em informática e comunicação.
A secretária de Informação e Saúde Digital do MS, Ana Estela Haddad, ressaltou a importância do projeto. “Considero este um dia histórico, pois marcamos um ponto de partida que impulsionará o trabalho com os dados. As equipes de todas as secretarias de saúde dos estados brasileiros, a partir da RNDS, poderão ter acesso aos dados de seus respectivos estados e municípios em tempo real ou quase em tempo real. Isso possibilitará a tomada de decisões estratégicas, o monitoramento de políticas públicas e a identificação de dados relevantes, como a busca ativa de cobertura vacinal”.
Debates
Ao longo dos três dias, os participantes discutem aspectos técnicos e estratégicos da federalização da RNDS. A programação inclui debates sobre oportunidades e desafios estaduais, planejamento de fluxos, expansão da rede e jornada de dados.
O secretário executivo de Tecnologia da Informação em Saúde (Setis), Deilton Silva, destacou o papel da SES-DF. “O DF assume papel de destaque por inaugurar e encerrar esse ciclo de oficinas. Nossa função, nesta etapa, é a coordenação geral, que inclui a organização do espaço, a logística e o apoio integral ao Ministério da Saúde em suas atividades. A previsão é que as atividades, abrangendo todos os estados, sejam concluídas até julho do próximo ano”, ressaltou.