19/01/2026 às 16h11

Samu: entenda a diferença entre os sons da sirene em ambulâncias

Mudanças sonoras orientam motoristas, evitam bloqueios e salvam vidas no Distrito Federal

Karinne Viana, da Agência Saúde DF | Edição: Natália Moura

Você já parou para pensar por que o barulho das sirenes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) muda no meio do trânsito? Mais do que um simples alerta sonoro, cada variação tem uma função estratégica, como avisar motoristas e pedestres sobre a aproximação da ambulância e garantir passagem rápida e segura. 

Em 2025, o Samu-DF ultrapassou a marca de 643 mil atendimentos. Desses, cerca de 80 mil ocorrências exigiram ambulâncias. Para o condutor do Samu-DF José Jenecy dos Santos, os dados evidenciam como a atenção aos sinais sonoros faz diferença no tempo de resposta e na segurança das operações.

“O reconhecimento da sirene é importante para garantir a rapidez na assistência e no deslocamento, seja para chegar ao paciente ou para transportá-lo a uma unidade de saúde, onde receberá o suporte necessário. Precisamos de mobilidade e passagem para cumprir nossa missão”, afirma.
 

“O reconhecimento da sirene é importante para garantir a rapidez na assistência e no deslocamento”, afirma o condutor do Samu-DF José Jenecy dos Santos. Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF


Sinais sonoros

As ambulâncias do Samu-DF operam com quatro padrões distintos de sirene, escolhidos conforme o tipo de via e a dinâmica do tráfego. Em trechos mais abertos, como rodovias, o som adotado é o Wail, prolongado e oscilante. Ele indica deslocamento em maior velocidade e permite que os motoristas percebam a aproximação com antecedência, reduzindo riscos de freadas bruscas e manobras inesperadas.
 

Ambulâncias do Samu-DF operam com quatro padrões distintos de sirene, escolhidos conforme o tipo de via e a dinâmica do tráfego. Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde DF


Nas cidades, onde o tráfego costuma ser mais denso, entra em ação o Yelp, um sinal mais curto e agudo. Esse padrão é usado para solicitar passagem em congestionamentos, facilitando a identificação rápida da ambulância e a abertura imediata de espaço entre os veículos.

O Piercer, também chamado de Blipper, emite som curto, agudo e mais rápido. É um alerta mais incisivo, pensado para locais com pouca visibilidade ou espaço limitado. Em rotatórias, curvas fechadas, vias estreitas e corredores apertados, esse som ajuda o motorista a perceber com precisão de onde vem a ambulância, agilizando a reação.
 

 

Já o Fá-Dó apresenta um padrão simples, alternando duas notas. Menos agressivo, costuma ser aplicado em deslocamentos de baixa velocidade, como áreas hospitalares ou durante manobras, quando o objetivo é sinalizar presença sem gerar impacto excessivo. Também auxilia na identificação de ambulâncias em comboios, mantendo a organização do tráfego ao redor.

No dia a dia, esses sons não funcionam de forma isolada. Durante um mesmo deslocamento, a equipe pode alternar os padrões conforme o cenário muda. "O conjunto desses sons transforma a sirene em uma ferramenta de comunicação ativa com o trânsito, contribuindo para a segurança de motoristas, pedestres e das próprias equipes de atendimento", explica Jenecy.
 

Arte: Agência Saúde DF