Malária
Malária
Embora o Distrito Federal não seja uma área onde ocorre transmissão de malária (região indene), com certa frequência, casos que se infectaram em áreas endêmicas, como a Região Amazônica e o continente Africano, recebem diagnóstico e tratamento aqui.
O que é a malária?
É uma doença infecciosa causada por protozoários do tipo Plasmódio. Potencialmente fatal, quando diagnosticada oportunamente, pode ser tratada de forma a evoluir para cura completa.
No Brasil, há quatro espécies associadas à malária em seres humanos: Plasmodium vivax, P. falciparum, P. malariae e P. simium das quais a mais prevalente é o P. vivax, responsável por cerca de 90% dos casos nas áreas endêmica, onde há transmissão ativa. Já o Plasmodium falciparum responde pela maior parte dos casos mais graves e fatais.
Como a malária é transmitida
A transmissão dos plasmódios ocorre, principalmente, por meio de picadas da fêmea do mosquito Anopheles (mais conhecidos como “carapanã”, mosquito-prego” e “bicuda”) para seres humanos.
Não há transmissão direta da doença de pessoa a pessoa. Mas pode ocorrer infecção devido à transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas contaminadas ou da gestante para o bebê (transmissão congênita).
Como é o diagnóstico?
Atualmente, são utilizados principalmente dois exames:
· Teste rápido para malária – realizado a partir de uma gota de sangue, libera resultados em 15 a 20 minutos, indicando se a infecção é por P. vivax ou P. falciparum.
· Teste da gota espessa – considerado o padrão-ouro, consiste em um exame de microscopia.
Em situações específicas, pode ser necessária a realização de um terceiro teste, molecular (PCR), que identifica partes do genoma do Plasmódio e consegue identificar outros tipos de Plasmódios, tais como o P. simium (que ocorre na Região da Mata Atlântica), o P. ovale (comum em alguns países da África) e o P. knowlesi (circulante em alguns países da Ásia).
Como é o tratamento da malária?
Consiste em esquemas de tratamento que podem variar de três dias a oito semanas, geralmente associando medicamentos que buscam eliminar os parasitos circulantes no sangue e também as formas hipnozoíticas, que podem permanecer em estado de latência no fígado, levando a manifestações crônicas da doença.
Quando iniciado nos primeiros dias de sintomas e realizado de forma correta e completa, leva à cura na quase totalidade dos casos.
O tratamento só é oferecido no SUS, por isso, é fundamental buscar a equipe de malária do CIEVS-DF (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do DF) da SES-DF para receber o esquema adequado.
Para profissionais da saúde: o informações sobre o tratamento da malária podem ser acessados nos links abaixo
Guia de tratamento da malária no Brasil traz informações detalhadas sobre o manejo clínico e esquemas terapêuticos.
ESQUEMAS RECOMENDADOS PARA O TRATAMENTO DA MALÁRIA NÃO COMPLICADA NO BRASIL: resumo visual dos esquemas utilizados.
NOTA INFORMATIVA Nº 2/2024-CEMA/CGHDE/DEDT/SVSA/MS - trata da implementação do teste semiquantitativo de dosagem de G6PD e da tafenoquina em dose única para cura radical de malária por Plasmodium vivax.
Como faço para ser atendido em relação à malária no DF?
O DF conta com uma equipe volante, 24 horas por dia, sete dias da semana, que atende casos suspeitos da doença tanto na rede de saúde pública, quanto privada.
Após contato telefônico ou por WhatsApp, por meio dos telefones (61) 99145-6114 ou 99221-9439), caso se trate de um caso suspeito, a equipe realiza os testes e, nos casos confirmados, disponibiliza o tratamento, acompanhando os pacientes com exames de monitoramento até a cura completa da doença.
Como posso me prevenir da malária?
A prevenção da malária é realizada principalmente por medidas de proteção contra picada de mosquitos:
- Uso de mosquiteiros ou cortinados, preferencialmente impregnados com inseticida (piretróides), em camas e redes;
- Uso de telas nas portas e janelas;
- Uso de camisas com manga longa e calças compridas, cobrindo áreas do corpo em que o mosquito possa picar;
- Uso de repelentes nas áreas de pele expostas, seguindo as orientações do fabricante do produto quanto à faixa etária e frequência de aplicação;
- Evitar se possível, locais próximos a criadouros naturais dos mosquitos vetores (beira de rios e lagos, áreas alagadas ou coleções hídricas, região de mata nativa), principalmente nos horários da manhã e ao entardecer, por ser neste horário a maior atividade dos mosquitos vetores da malária;
- É recomendado o uso de ar condicionado ou ventiladores em ambientes fechados.
Não existe vacina contra a malária no Brasil. A vacina disponível no mundo é indicada apenas para alguns países africanos com alta transmissão de malária por Plasmodium falciparum e é exclusiva para crianças pequenas.
A quimioprofilaxia para malária se trata do uso de medicamentos antimaláricos em pequenas doses durante o período de exposição. Esta estratégia é reservada para situações específicas, nas quais o risco de adoecer de malária grave por Plasmodium falciparum for superior ao risco de eventos adversos graves, relacionados ao uso das drogas quimioprofiláticas.
Esta estratégia não é recomendada para uso em viagens dentro do Brasil tendo em vista que a espécie predominante de malária no Brasil é o P. vivax e, ainda, o Brasil conta com uma ampla distribuição da rede de diagnóstico e tratamento para malária. Ressalta-se que não há medicamentos para uso em quimioprofilaxia de malária disponíveis na lista de medicamentos do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária no Brasil, motivo pelo qual esses fármacos não são dispensados pelo CIEVS-DF.
É importante frisar que o viajante que se desloca para áreas de transmissão de malária deve procurar orientação de prevenção antes da viagem e procurar o serviço de saúde, caso apresente sintomas de doença dentro de 6 meses após retornar de uma área de risco de transmissão.
No Distrito Federal o atendimento de viajantes para orientações de prevenção de doenças em viagens é realizado pela Sala do Viajante – HRAN.
Saiba em quais áreas do Brasil há risco de contrair malária:
As informações epidemiológicas da malária no Brasil são publicadas pelo Ministério da Saúde.
Situação Epidemiológica da Malária no Brasil
Mapas de Risco de Malária por município de infecção
Saiba em quais áreas do Mundo há risco de contrair malária:
Informações sobre o risco de ocorrência de malária podem ser encontradas em diferentes fontes online, os relatórios da Organização Mundial da Saúde trazem informações sobre os países com transmissão da doença.
Página do Programa Global da Malária da Organização Mundial da Saúde
Relatório Mundial da Malária 2025 da Organização Mundial da Saúde
Informações mais detalhadas dentro de cada país, no entanto, por vezes só são descritas em páginas específicas dos países em questão, diferentes páginas de instituições de saúde global compilam informações sobre riscos individuais dos países:
Yellow Book do CDC: Informações de Saúde para Viagens Internacionais
TravelHealthPro da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido
Instituto Pasteur de Lille