25/11/2025 às 13h25

Darlan Rosa, criador do Zé Gotinha, recebe título de Cidadão Honorário de Brasília

Reconhecimento destaca contribuições do artista para saúde pública, cultura e educação

Agência Saúde DF

O artista plástico Darlan Rosa, idealizador do icônico personagem Zé Gotinha, símbolo das campanhas nacionais de vacinação contra a poliomielite, recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília, na segunda-feira (24). A sessão solene teve participação da secretária executiva de Assistência à Saúde da SES-DF, Edna Marques, e foi proposta em reconhecimento à trajetória e às contribuições do artista para a saúde pública, a cultura e a educação do país.
 

Darlan Rosa, criador do Zé Gotinha, recebeu título de Cidadão Honorário de Brasília. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF


“Hoje, décadas depois, o Zé Gotinha continua presente em campanhas de vacinação, lembrando-nos que a saúde pública é uma construção coletiva e que a arte tem o poder de transformar realidades. A criação de Darlan Rosa não é apenas um desenho, uma logomarca ou uma mascote, é um patrimônio cultural e afetivo do Brasil. Por tudo isso, celebramos não apenas o artista, mas o cidadão que colocou seu talento a serviço do bem comum. Celebramos a criatividade que salvou vidas, o olhar sensível que aproximou gerações e a obra que se tornou símbolo da confiança em nosso Programa Nacional de Imunizações”, disse a secretária executiva da SES-DF.

Mineiro de Coromandel e radicado em Brasília desde os anos 1960, Rosa é um artista multimídia, publicitário, jornalista e escritor, com atuação marcante na capital federal. Além de criar o Zé Gotinha em 1986, Darlan colaborou com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em campanhas educativas no Brasil e no exterior, publicou 20 livros infantis e foi professor universitário.

Sua obra artística inclui 54 esculturas públicas em Brasília, instaladas em locais como o Memorial JK, CCBB, Itamaraty e Congresso Nacional, além de peças em outros estados e em 9 países.

Após a entrega do título, foi aberta a exposição “Zé Gotinha do Brasil”, na Galeria Espelho D’Água da CLDF, reunindo obras e registros históricos que celebram o personagem e sua relevância para a saúde pública brasileira.
 

Exposição "Zé Gotinga do Brasil" reuniu obras e registros históricos do personagem. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF


Zé Gotinha

O personagem Zé Gotinha nasceu em 1986, criado pelo artista plástico a pedido do Ministério da Saúde, com o objetivo de tornar as campanhas de vacinação contra a poliomielite mais atrativas para as crianças. Até então, as campanhas utilizavam mensagens baseadas no medo, o que afastava muitas famílias.

A proposta de Darlan foi inovadora: transformar o dia da vacinação em um momento lúdico e educativo, associando a imunização à alegria e à saúde. O nome “Zé Gotinha” surgiu por meio de um concurso nacional promovido pelo Ministério da Saúde, que recebeu sugestões de estudantes de todo o país; a ideia vencedora veio de um aluno do Distrito Federal.

O personagem estreou oficialmente em 1987 e rapidamente se tornou símbolo das campanhas nacionais de vacinação, ajudando a consolidar o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e contribuindo para a erradicação da poliomielite no Brasil.
 

Zé Gotinha é símbolo de campanhas de imunização no país. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF


Com o tempo, Zé Gotinha passou a representar outras vacinas e campanhas de prevenção, adotando cores diferentes para cada tipo de imunização. Seu design simples, sem mãos e pés bem definidos, foi pensado para facilitar a reprodução em materiais impressos. Mais do que uma mascote, Zé Gotinha se transformou em um ícone da saúde pública brasileira, aparecendo em comerciais de TV, rádio e materiais educativos. Ao longo das décadas, ele ajudou a conscientizar milhões de famílias sobre a importância da vacinação infantil.

Com informações da CLDF