Darlan Rosa, criador do Zé Gotinha, recebe título de Cidadão Honorário de Brasília
Darlan Rosa, criador do Zé Gotinha, recebe título de Cidadão Honorário de Brasília
Reconhecimento destaca contribuições do artista para saúde pública, cultura e educação
Agência Saúde DF
O artista plástico Darlan Rosa, idealizador do icônico personagem Zé Gotinha, símbolo das campanhas nacionais de vacinação contra a poliomielite, recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília, na segunda-feira (24). A sessão solene teve participação da secretária executiva de Assistência à Saúde da SES-DF, Edna Marques, e foi proposta em reconhecimento à trajetória e às contribuições do artista para a saúde pública, a cultura e a educação do país.
“Hoje, décadas depois, o Zé Gotinha continua presente em campanhas de vacinação, lembrando-nos que a saúde pública é uma construção coletiva e que a arte tem o poder de transformar realidades. A criação de Darlan Rosa não é apenas um desenho, uma logomarca ou uma mascote, é um patrimônio cultural e afetivo do Brasil. Por tudo isso, celebramos não apenas o artista, mas o cidadão que colocou seu talento a serviço do bem comum. Celebramos a criatividade que salvou vidas, o olhar sensível que aproximou gerações e a obra que se tornou símbolo da confiança em nosso Programa Nacional de Imunizações”, disse a secretária executiva da SES-DF.
Mineiro de Coromandel e radicado em Brasília desde os anos 1960, Rosa é um artista multimídia, publicitário, jornalista e escritor, com atuação marcante na capital federal. Além de criar o Zé Gotinha em 1986, Darlan colaborou com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em campanhas educativas no Brasil e no exterior, publicou 20 livros infantis e foi professor universitário.
Sua obra artística inclui 54 esculturas públicas em Brasília, instaladas em locais como o Memorial JK, CCBB, Itamaraty e Congresso Nacional, além de peças em outros estados e em 9 países.
Após a entrega do título, foi aberta a exposição “Zé Gotinha do Brasil”, na Galeria Espelho D’Água da CLDF, reunindo obras e registros históricos que celebram o personagem e sua relevância para a saúde pública brasileira.
Zé Gotinha
O personagem Zé Gotinha nasceu em 1986, criado pelo artista plástico a pedido do Ministério da Saúde, com o objetivo de tornar as campanhas de vacinação contra a poliomielite mais atrativas para as crianças. Até então, as campanhas utilizavam mensagens baseadas no medo, o que afastava muitas famílias.
A proposta de Darlan foi inovadora: transformar o dia da vacinação em um momento lúdico e educativo, associando a imunização à alegria e à saúde. O nome “Zé Gotinha” surgiu por meio de um concurso nacional promovido pelo Ministério da Saúde, que recebeu sugestões de estudantes de todo o país; a ideia vencedora veio de um aluno do Distrito Federal.
O personagem estreou oficialmente em 1987 e rapidamente se tornou símbolo das campanhas nacionais de vacinação, ajudando a consolidar o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e contribuindo para a erradicação da poliomielite no Brasil.
Com o tempo, Zé Gotinha passou a representar outras vacinas e campanhas de prevenção, adotando cores diferentes para cada tipo de imunização. Seu design simples, sem mãos e pés bem definidos, foi pensado para facilitar a reprodução em materiais impressos. Mais do que uma mascote, Zé Gotinha se transformou em um ícone da saúde pública brasileira, aparecendo em comerciais de TV, rádio e materiais educativos. Ao longo das décadas, ele ajudou a conscientizar milhões de famílias sobre a importância da vacinação infantil.
Com informações da CLDF