22/01/2026 às 08h02

Drones reforçam ações da Saúde no combate ao Aedes aegypti

Tecnologia auxilia no mapeamento de áreas críticas e no tratamento de criadouros de difícil acesso

Larissa Lustoza, da Agência Saúde DF | Edição: Natália Moura

A Secretaria de Saúde (SES-DF) incorporou uma nova tecnologia para auxiliar no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Drones estão sendo utilizados contra o mosquito, realizando um mapeamento das regiões mais afetadas e permitindo respostas pontuais e estratégicas. 

O uso dos drones é recente e pode levantar dúvidas entre a população. Para esclarecer o funcionamento da tecnologia, foram reunidas abaixo as principais perguntas e respostas:
 

Drones atuam mapeando localidades que apresentam maiores ocorrências de dengue, "chikungunya" e Zika. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

O que os drones fazem?

Os aparelhos atuam de duas formas diferentes:

1) Primeiro, os drones fazem um mapeamento de território nas localidades que, nos últimos anos, apresentaram mais casos de dengue, chikungunya e Zika. Em seguida, a tecnologia analisa e identifica os recipientes com potencial de virar criadouros. Isso é feito por meio de uma câmera que tira milhares de pequenas fotos de alta qualidade. Essas imagens são reunidas em um panorama de maior visualização - a ortofoto; 

2) A segunda função dos aparelhos é tratar água parada com inseticida em criadouros de difícil acesso. O drone sobrevoa até o imóvel, levando o larvicida necessário para o tratamento, conforme o volume do recipiente. Nesse processo, o larvicida é protegido por um invólucro solúvel em água. 

E o que é feito com as fotos?

Os dados dos criadouros - ortofotos - são enviados às equipes de Vigilância Ambiental em Saúde da SES-DF, que realizam o planejamento estratégico de visitas aos locais indicados como mais críticos.

Eles vão mapear todo o Distrito Federal?

Atualmente, os critérios utilizados para o uso do drone são a incidência das doenças, o índice de infestação da região, como os dados apanhados pelo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e pela quantidade de ovos recolhidos pelas ovitrampas.

Quem pode solicitar o serviço?

O drone é uma ferramenta auxiliar ao trabalho dos agentes de vigilância e sua utilização segue um planejamento realizado pela equipe de técnicos da Vigilância Ambiental, formada por biólogos. 

O que mais tem sido feito para combater a dengue?

Além dos drones, a SES-DF investiu em diversas estratégias, como o reforço da instalação de estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) nas residências; a soltura de Wolbitos - mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya -; a instalação de mais armadilhas ovitrampas; entre outras medidas.
 

O drone é uma ferramenta auxiliar no trabalho dos agentes de vigilância. Seu uso segue um planejamento realizado pela equipe de técnicos da vigilância ambiental. Foto: Divulgação