23/06/2022 às 21h14 - Atualizado em 23/06/2022 às 21h45

Rumo para a política de saúde mental no DF está definido 

3ª Conferência Distrital encerra atividades nesta quinta (23) com eleição de delegados para plenária nacional em novembro

Jade Abreu, da Agência Saúde

A 3ª Conferência Distrital de Saúde Mental finalizou suas atividades na noite desta quinta-feira (23). Durante o encontro, que reuniu dezenas de servidores e profissionais da área, foram eleitos 36 delegados, que vão representar o DF durante a 5ª Conferência Nacional de Saúde Mental, prevista para novembro. Os eleitos vão integrar o grupo de especialistas que vão elaborar as diretrizes nacionais voltadas à Saúde Mental. Além da escolha dos representantes distritais, o evento foi um marco para propor políticas que vão poder integrar o Plano Distrital de Saúde Mental para os anos 2024 a 2028. 

 

Eleitos vão integrar o grupo de especialistas que vão elaborar as diretrizes nacionais voltadas à Saúde Mental. Foto: Tony Winston-Agência Saúde-DF

"É a participação da sociedade moldando e decidindo as estratégias e os rumos que a saúde vai seguir. É importantíssima essa construção de ideias", afirmou a diretora de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, Vanessa Soublin.  Nesta edição da conferência, o tema central foi “A política de saúde mental como direito: pela defesa do cuidado em liberdade, rumo a avanços e garantia dos serviços da atenção psicossocial no SUS”.

A servidora explicou que as pautas propostas pela sociedade civil serão encaminhadas para o Conselho Distrital de Saúde. Segundo ela, o conteúdo das propostas está focado em quatro eixos: cuidado em liberdade como garantia de direito à cidadania; gestão, financiamento, formação e participação social na garantia de serviços de saúde mental; política de saúde mental e os princípios do SUS: universalidade, integralidade e equidade; e os impactos na saúde mental da população e os desafios para o cuidado psicossocial durante e pós pandemia.  

Evento foi também um marco para propor políticas que vão poder integrar o Plano Distrital de Saúde Mental. Foto:Tony Winston-Agência Saúde-DF

"Essa é uma responsabilidade muito grande em função de uma saúde mental com mais acesso, com mais humanidade, com mais equidade, com um Sistema Único de Saúde mais forte e preparado para dar resposta principalmente nesse momento com os efeitos da pandemia para o tema", destaca o coordenador da Atenção Primária à Saúde, Fernando Erick Damasceno. 

De acordo com ele, a conferência dará um rumo às políticas do governo local para consolidar estratégias voltadas à saúde mental. "Todas essas propostas acabam direcionado muito nos esforços. E o plano distrital será um marco nesse sentido",  completou.  O coordenador lembrou ainda que a última conferência de saúde mental ocorreu há cerca de dez anos. "As propostas debatidas durante a conferência e consolidadas posteriormente no plano distrital vão ampliar a discussão das diretrizes da política antimanicomial".

Atualmente, a Secretaria de Saúde conta com 18 CAPS, distribuídos pelas sete Regiões de Saúde do DF. Os centros são serviços especializados de saúde mental inseridos na comunidade e que recebem a população sem qualquer encaminhamento médico. Para se ter uma ideia do trabalho desenvolvido pela pasta, só em 2021, mais de 126.200 procedimentos foram realizados nos CAPS. Neste ano, de janeiro até abril, foram mais 57.728 procedimentos.