29/01/2026 às 15h06

Saúde mental: Secretaria reforça importância do cuidado contínuo com o bem-estar

Durante evento, subsecretária destaca que Janeiro Branco amplia a conscientização, mas o cuidado deve ser permanente ao longo do ano

Larissa Lustoza, da Agência Saúde DF | Edição: Fabyanne Nabofarzan

Nesta quinta-feira (29), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) marcou presença no evento CB Debate, cujo tema foi “Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil”. Representando a pasta, a subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer, alertou que, apesar de ser importante celebrar um mês dedicado à conscientização do assunto, o debate sobre os agravos na saúde mental deve ser incentivado durante todo ano.

“É um desafio levar para todas as pessoas do Distrito Federal essa reflexão sobre a importância de cuidar da saúde mental e o Janeiro Branco nasceu desse movimento. Esta data integra o nosso calendário oficial, mas se estende durante todos os 365 dias do ano. Estamos finalizando o mês, mas esse tema e esse cuidado demandam o investimento das pessoas durante todos os dias do ano”, alertou.
 

 Em evento, subsecretária de Saúde Mental reforçou a importância do cuidado contínuo com o bem-estar da mente. UBSs são a principal porta de entrada para atendimento à população. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF


A subsecretária também destacou que o trabalho na saúde mental envolve a integração de diferentes áreas. “É importante trabalhar nesta perspectiva integrada de políticas. Então, é preciso intervir nas condições de vida, de renda, trabalho, no fim das violências, nas relações interpessoais, nas violências urbanas e nas desigualdades estruturais”, afirmou.

Estigma

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas do mundo vivem com algum agravo de saúde mental e a perspectiva é que uma a cada oito pessoas desenvolvam algum tipo de agravo ao longo da vida. No Brasil, o perfil epidemiológico aponta que os transtornos como ansiedade e depressão estão entre os mais frequentes. 

Para Falcomer, os dados demonstram a importância da quebra de estigmas em relação ao cuidado com a saúde da mente. “Somos pessoas e vivemos um processo de sofrimento ao longo da vida. Reconhecer isso é também quebrar barreiras do estigma de que só tem sofrimento mental aquela pessoa, popularmente chamada de louca ou doida, mas não é”, explicou.

Por isso, a subsecretária reforçou a busca por ajuda aos primeiros sinais de danos. “ Precisamos estar atentos a isso, aceitar essa inflexão e compreender que o momento de buscar ajuda é quando esse processo de sofrimento começa a trazer prejuízos à pessoa”, orientou.
 

“É um desafio levar para todas as pessoas do Distrito Federal essa reflexão sobre a importância de cuidar da saúde mental e o Janeiro Branco nasceu desse movimento. Esta data integra o nosso calendário oficial, mas se estende durante todos os 365 dias do ano. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF


Atendimento

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) são a principal porta de entrada para o serviço do sistema de saúde. Os atendimentos em saúde mental oferecidos pela UBSs são voltados, principalmente, para casos leves e situações iniciais. As equipes realizam o acolhimento e a avaliação, além de acompanhar outras demandas. As unidades também realizam o encaminhamento para serviços especializados por meio da regulação.

Já os Centros de Atenção Psicossociais (Caps) oferecem cuidado para pessoas com sofrimento mental grave e persistente, ou com uso abusivo ou dependência de substâncias psicoativas (como álcool e outras drogas), que impactam de forma significativa sua vida e rede de apoio.

Atualmente, são 18 Caps de todas as modalidades, sendo que cada tipo de Caps realiza um atendimento específico. O acesso ocorre por demanda espontânea (sem necessidade de encaminhamento ou agendamento).