21/06/2022 às 19h01 - Atualizado em 21/06/2022 às 19h19

Setor da construção civil recebe orientações de combate à dengue

Agentes da vigilância ambiental fazem vistoria e capacitação de trabalhadores nesta terça-feira (21)

Jade Abreu, da Agência Saúde

Onze agentes da Vigilância Ambiental orientaram cerca de 50 trabalhadores da construção civil para o combate à dengue nesta terça-feira (21), no Sudoeste. Além das instruções, os agentes vistoriaram edifícios em obra em busca de possíveis criadouros do Aedes aegypti - mosquito transmissor da chikungunya, dengue e zika vírus. Na inspeção de hoje, não foi encontrado nenhum depósito de larvas no local.

Essa foi a primeira ação em parceria direta da Secretaria de Saúde com o setor da construção civil para intensificar cuidados e capacitar  operários em prevenção à dengue. Foto:Tony Winston-Agência Saúde-DF

Essa foi a primeira ação em parceria direta da Secretaria de Saúde com o setor da construção civil com o objetivo de intensificar os cuidados e capacitar os operários para prevenir possíveis casos de dengue. A vigilância ambiental já desenvolve ações em diversos setores da economia para reduzir o número de infectados pelo mosquito transmissor.

De janeiro até hoje foram 1,7 milhão de imóveis inspecionados no Distrito Federal. Desses, 116 mil são imóveis comerciais e 73 mil são outros tipos de imóveis, como órgãos públicos, escolas, igrejas, canteiros de obras. A ação de hoje contou com estande educativo para conscientizar sobre as características reprodutivas do mosquito.

Para o servente de obra Otávio Augusto Gonçalves, 24 anos, que já teve dengue, as ações de hoje são importantes para esclarecer dúvidas e evitar que as pessoas peguem a doença. " A gente sempre pensa na água parada, mas às vezes uma lona que fica estendida pode, no período de chuva, se transformar num possível foco do mosquito ".

Servente de obra Otávio Augusto Gonçalves foi um dos 50 profissionais capacitados para reforçar o combate à dengue. Foto: Tony Winston-Agência Saúde-DF


A chefe do núcleo de Vigilância Ambiental Sul, Sandra Silva, ressalta que a vistoria em obras orienta ainda sobre outros transmissores, como ratos, escorpiões e pombos. "Fazemos toda a parte da orientação, principalmente quanto ao descarte de lixo, de marmita, de insumos de obra. Nosso maior problema é o descarte", explica.

"É muito difícil definir o local exato em que uma pessoa diagnosticada com dengue tenha sido infectada", alerta a chefe da assessoria de mobilização das ações de combate às endemias, Cristina Soares. "A parte de obras em geral tem lata de tinta, entulhos e possíveis locais de armazenamento e quando as orientações são seguidas corretamente há redução no número de pessoas doentes".


 

Ações educativas
A expectativa é que cada um dos 50 profissionais transmita a outros setores o que aprenderam com a vigilância ambiental e que esse conhecimento seja repassado para 2 mil trabalhadores na obra.

O engenheiro de segurança do trabalho Gerson de Oliveira Alcântara reforça que ações como essa também têm o objetivo de chamar a atenção de empresas para os cuidados com o trabalhador e suas famílias. "Aqui queremos que esse profissional seja um multiplicador, para que leve também para casa e que reproduza os ensinamentos com os colegas".

Ao todo, 1,3 mil servidores da vigilância ambiental fazem vistorias diárias, de segunda à sexta, e ações intensificadas em finais de semana para combater o Aedes aegypti. Foto: Tony Winston-Agência Saúde-DF

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, destaca que a ação pedagógica forma agentes voluntários que são fundamentais para o combate efetivo à dengue. "Se não tiver a participação da população dificilmente vamos vencer esse mosquito. Por isso, essa atividade é importante. O ideal seria que cada cidadão fiscalizasse cada ambiente em que frequenta", ressalta.

Ao todo, 1,3 mil servidores da vigilância ambiental fazem vistorias diariamente, de segunda à sexta, e ações intensificadas em finais de semana para combater o Aedes aegypti.

Ações preventivas como essa somadas às mudanças do período climático (do quente e chuvoso para o seco e frio) apresentaram uma redução de 55,5% dos casos de dengue neste mês.

Além das instruções, os agentes vistoriaram edifícios em obra em busca de possíveis criadouros do Aedes aegypti - ransmissor da chikungunya, dengue e zika vírus. Foto: Tony Winston-Agência Saúde-DF