13/06/2022 às 14h09 - Atualizado em 13/06/2022 às 15h19

Subvariante BA.2 ômicron segue predominante no Distrito Federal

Sequenciamento genômico feito no Lacen-DF aponta que a cepa tem menor letalidade, mas maior potencial de transmissão

Humberto Leite, da Agência Saúde DF | Edição: Margareth Lourenço

O mais recente sequenciamento genômico de amostras de exames de covid-19 realizado no Distrito Federal apontou que 100% das pessoas estavam infectadas pela subvariante BA.2 ômicron do coronavírus Sars-CoV-2. O dado foi apresentado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), da Secretaria de Saúde, que analisa amostras de acordo com os critérios da vigilância epidemiológica.

"A cepa predominante tem menor letalidade, mas maior potencial de transmissão. Por isso a importância tão grande do reforço da vacina", afirmou a diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo da Silva. A variante ômicron passou a ser predominante no Distrito Federal desde janeiro de 2022, superando a delta.

Desde fevereiro de 2021 o Lacen-DF atua no sequenciamento genômico para identificar novas variantes do Sars-CoV-2. Antes era necessário enviar as amostras para o Instituto Adolfo Lutz, com espera de semanas para receber os resultados. Agora, a própria unidade da Secretaria de Saúde realiza as análises necessárias para a avaliação epidemiológica.


Testagem de covid-19 no DF. Foto: Érika Bragança - Agência Saúde DF

Dose de reforço

O Distrito Federal já aplicou mais de 6,4 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 na população a partir de 5 anos. O alerta para o momento, porém, é para a dose de reforço: menos da metade da população com até 39 anos voltou aos postos de saúde para reforçar a imunização.

A dose de reforço está disponível para todas as pessoas com mais de 12 anos que tenham recebido a segunda dose há pelo menos quatro meses. Já quem tomou a Janssen deve comparecer a um local de vacinação após dois meses da última imunização.

A segunda dose de reforço (quarta dose) também está com procura abaixo do esperado. Já liberada para pessoas acima dos 50 anos, ela só foi recebida até agora por 56,9% dos maiores de 80 anos, 49,5% dos que tem idades entre 70 e 79 anos e 29% dos que compõem a faixa etária de 60 a 69 anos. Profissionais de saúde também já podem receber a segunda dose de reforço. Basta cumprir o intervalo de quatro meses do primeiro reforço, inclusive para quem recebeu o imunizante da Janssen.

Confira a lista dos locais e as orientações aqui


Vacinação contra a covid-19 em escola no Pôr do Sol. Foto: Sandro Araújo - Agência Saúde DF

Vacinação infantil

De acordo com dados da Codeplan, há cerca de 268 mil crianças de 5 a 11 anos no Distrito Federal. A vacinação desse público começou em 16 de janeiro, mas os dados da Secretaria de Saúde mostram que 43,3% ainda não receberam nem a primeira dose. Até o dia 6 de junho, 35,8% das crianças haviam completado o esquema vacinal com as duas doses.

Para reforçar a cobertura vacinal infantil, a parceria entre as Secretarias de Saúde e Educação já levou vacinas para 13 escolas públicas do Distrito Federal. A iniciativa possibilitou a aplicação de mais de 5.600 doses.

Ao mesmo tempo, unidades de saúde estão abertas de segunda a sexta-feira para atender crianças de 5 a 11 anos. As informações detalhadas e os locais estão disponíveis neste link