Evento intersetorial comemora o Dia Mundial da Alimentação
Evento intersetorial comemora o Dia Mundial da Alimentação
Tema do encontro foi “Ambientes alimentares urbanos sustentáveis: por um DF bem alimentado”
Yuri Freitas, da Agência Saúde DF | Edição: Fabyanne Nabofarzan
Um encontro de profissionais da Administração Pública e da Sociedade Civil promoveu, nesta semana, debates e apresentações sobre segurança alimentar e nutricional no Distrito Federal. O evento fez alusão ao Dia Mundial da Alimentação, data criada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (Fao/Onu) visando conscientizar a população mundial sobre a fome e a má nutrição.
Com o tema “Ambientes alimentares urbanos sustentáveis: por um DF bem alimentado”, a conferência foi organizada pela Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional do Distrito Federal (Caisan-DF), responsável por promover a articulação entre os órgãos e entidades do Governo do Distrito Federal (GDF) nessa temática. Estiveram em pauta os impactos das mudanças climáticas na produção de comida, os chamados “ambientes alimentares urbanos” e o lançamento do painel distrital de indicadores de segurança alimentar e nutricional.
A Caisan-DF é presidida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). A Secretaria de Saúde (SES-DF) é uma das pastas que compõem o colegiado, ao lado de secretarias responsáveis por áreas como educação, justiça, meio ambiente e agricultura, dentre outras. O gerente de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis) da SES-DF, Marcos Trajano, defende a união de esforços entre diferentes setores da Administração. “Não é possível termos ambientes alimentares urbanos sustentáveis e saudáveis sem a existência de uma política pública. Esse processo vai desde a concepção de produção e distribuição até as ações finais que garantam que esses alimentos cheguem em quantidade e qualidade suficientes”, afirma o médico.
A gestora da Gerência de Serviços de Nutrição (Gesnut) da SES-DF, Carolina Gama, ressalta que as questões discutidas na conferência vão além do simples acesso à comida. “A insegurança alimentar pode se expressar por diferentes formas de má nutrição, abrangendo desde a desnutrição e a deficiência de micronutrientes até o excesso de peso e a obesidade. Estas últimas constituem fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer, que figuram entre as principais causas de morbimortalidade no Brasil e no mundo”, explica.
IV Plano Intersetorial de Insegurança Alimentar e Nutricional
A gerente da Gesnut reforça, ainda, que a pasta da saúde é a secretaria com o maior número de compromissos pactuados no IV Plano Distrital de Segurança Alimentar e Nutricional (PDSan), elaborado pelas pastas que compõem a Caisan-DF. “A SES-DF atua na promoção de uma alimentação adequada e saudável por parte da população, na defesa do aleitamento materno, da educação alimentar e nutricional, na implantação de ambientes que promovam saúde, como é o caso dos Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Hambs)”, explica.
No total, são 38 os compromissos firmados pela SES-DF dentro do IV PDSan. Estão previstas medidas como a ampliação do número de escolas públicas de ensino básico aderentes ao Programa Saúde na Escola (PSE) e a expansão da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhambs) no DF. “Também temos trabalhado junto à Sedes-DF na identificação de pessoas com insegurança alimentar e nutricional, facilitando o fluxo de pacientes da saúde para os programas da assistência social”, conclui Carolina.