18/04/2022 às 12h12 - Atualizado em 18/04/2022 às 19h58

Conscientização sobre a hemofilia é lembrada em 17 de abril

Hemocentro oferece atendimento gratuito e multiprofissional a pacientes com a patologia

DA FUNDAÇÃO HEMOCENTRO BRASÍLIA | EDIÇÃO: MARGARETH LOURENÇO

Criado pela Federação Mundial de Hemofilia, o Dia Mundial da Hemofilia é lembrado em 17 de abril no mundo inteiro. Nesta data, centros de referências para o tratamento da doença buscam aumentar a conscientização sobre os distúrbios hemorrágicos e sobre a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado.

 

No Distrito Federal, a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) é o centro de referência no DF para o tratamento dessas patologias. Ali, o Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias é responsável pelo atendimento a doenças hemorrágicas como a hemofilia.

 

A doença compromete a capacidade do corpo de coagular o sangue, tão necessária para interromper as hemorragias. Trata-se de distúrbio genético e hereditário que acomete quase exclusivamente os homens. Os sintomas mais comuns são sangramentos em músculos e articulações e manchas roxas.

 

Atualmente, o ambulatório do Hemocentro conta com 610 pacientes cadastrados, sendo 260 deles portadores de hemofilias do tipo A ou B. “A Fundação Hemocentro de Brasília é o centro de referência no DF para o tratamento dessas patologias. Aqui, nós damos toda a assistência ao paciente, não só médica, como também multiprofissional, para que ele tenha uma melhor qualidade de vida”, explica a chefe da Seção de Ambulatórios da FHB, Melina Belintani Swain.

 

No ambulatório do Hemocentro, o atendimento é feito de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A equipe multiprofissional conta com as especialidades de hematologia clínica e pediátrica, enfermagem, serviço social, fisioterapia, psicologia, odontologia e atenção farmacêutica. A FHB também é responsável pela distribuição de medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde por meio do Programa Nacional de Coagulopatias Hereditárias.

 

Sintomas e diagnóstico

 

A hemofilia é uma doença considerada rara. A incidência da hemofilia do tipo A é de um a cada 10 mil homens nascidos vivos. Já a hemofilia do tipo B acomete um a cada 50 mil, conforme dados do Ministério da Saúde. Pessoas com hemofilia possuem deficiência nas proteínas denominadas fatores de coagulação, responsáveis por estancar sangramentos no corpo humano. A formação da coagulação é interrompida antes da produção do coágulo e, por essa razão, os sangramentos demoram mais tempo para serem controlados.

 

O diagnóstico é realizado geralmente na infância, a partir de sintomas identificados no paciente e por meio de exames laboratoriais. “Em torno dos seis meses de idade, durante a manipulação da criança ou quando ela está aprendendo a engatinhar, ela já começa a apresentar manchinhas roxas sem explicação, que são os hematomas. Então a família vem em busca desse diagnóstico”, explica a chefe da Seção de Ambulatórios da FHB.

 

A doença não tem cura, mas o avanço científico permitiu que pessoas com hemofilia tenham hoje uma boa qualidade de vida, desde que sigam as orientações médicas necessárias e realizem o tratamento de forma adequada.

 

Quem pode ser atendido

 

O atendimento multiprofissional de pacientes portadores de coagulopatias hereditárias é realizado no Hemocentro de modo presencial e conforme protocolo da instituição. Para paciente com coagulopatias hereditárias, é necessário apresentar relatório médico.

 

Paciente em investigação clínica para coagulopatias hereditárias deve apresentar encaminhamento realizado por médico hematologista para investigação clínica. Após o diagnóstico, o paciente é cadastrado no sistema Hemovida Web Coagulopatias, do Ministério da Saúde, e acompanhado pela equipe multiprofissional, conforme protocolo estabelecido.

 

O Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias realiza atendimentos distintos. Desta forma, para cada modalidade de atendimento, há previsão de horários e de tempo de espera diferentes.

 

Atendimento ambulatorial: de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 7h às 18h. Necessário agendar pelos telefones (61) 3327-1671 ou (61) 3327-4423, ou pelo Whatsapp (61) 99140-0173. Os atendimentos são agendados previamente para o período matutino ou vespertino, e o tempo estimado para a conclusão do atendimento é variável, pois depende da demanda de cada paciente.

 

Os requisitos básicos são estar agendado ou em caso de intercorrência, é possível o atendimento sem marcação, durante o horário de funcionamento da unidade; apresentar documento de identidade oficial com foto. No caso de paciente menor de idade que não possui documento de identidade, apresentar a certidão de nascimento original ou cópia autenticada juntamente com o documento oficial com foto do responsável legal que o esteja acompanhando no atendimento.

 

É preciso também estar cadastrado no sistema Hemovida Web Coagulopatias do Ministério da Saúde. Se o paciente tem diagnóstico confirmado, deve apresentar prescrição médica original e vigente. Em situações excepcionais, como cirurgias eletivas, procedimentos invasivos etc., apresentar também relatório médico.

 

Entrega domiciliar

 

Pacientes residentes no DF com hemofilia grave ou moderada que fazem tratamento profilático mantêm acompanhamento regular e periódico no Hemocentro podem receber o fator de coagulação em casa. É preciso que a prescrição esteja vigente e de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde.

 

A entrega domiciliar é feita em veículo com refrigeração exclusiva para a medicação. Um servidor do Hemocentro acompanha o transporte e entrega.

 

Para mais informações sobre esse serviço, o paciente deve conversar com o médico do ambulatório durante sua consulta.

 

Com informações da Fundação Hemocentro de Brasília