06/06/2022 às 19h00 - Atualizado em 06/06/2022 às 19h02

Semana Distrital do Teste do Pezinho esclarece profissionais e pais sobre a importância do exame

Atualmente, no DF podem ser identificadas até 47 doenças e testagem está em processo de ampliação para que ainda neste ano sejam apontadas até 53

Jade Abreu, da Agência Saúde-DF | Edição: Margareth Lourenço

Para melhorar a capacitação dos profissionais de saúde e conscientizar as famílias sobre a importância do teste do pezinho ampliado, a Secretaria de Saúde organiza a Semana Distrital do Teste do Pezinho. A abertura do 1º Encontro multidisciplinar com pais e pacientes ocorreu nesta segunda-feira (06) no Hospital de Apoio de Brasília

O evento prossegue até sexta-feira (10) e também celebra o marco de 10 anos do teste do pezinho ampliado na rede pública do DF. "A data foi no ano passado, mas pelos números de covid-19 na época, adiamos a comemoração", explica a Referência Técnica Distrital de Triagem Neonatal, Kallianna Gameleira. Atualmente, o exame ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no DF identifica 47 doenças e está em processo para que ainda neste ano sejam 53.


Comemoração seria no ano passado, mas foi adiada por conta da covid, explica a RTD Kallianna Gameleira. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

O diretor-geral do Hospital de Apoio de Brasília (HAB), Alexandre Lyra, reforça que não basta o diagnóstico, é necessário o acompanhamento dos bebês que o exame apresentou alguma alteração. "É necessário tratar dentro do possível para que a criança cresça saudável. Aqui salvamos crianças", enfatizou o médico.

Ele ressalta que são atendidas também crianças nascidas no entorno e em hospital privado. Basta ser levada a uma Unidade Básica de Saúde, onde é feita a coleta. O exame pode ser feito em até 30 dias de vida do bebê, mais o ideal é que a coleta ocorra entre o 3º e 5º dia após o nascimento. "Atendemos também usuários do entorno", informa o diretor do HAB.


Diretor-geral do HAB, Alexandre Lyra, ressalta que a unidade 'salva crianças'. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Durante o evento de abertura, foi apresentado breve histórico da triagem neonatal no mundo, no Brasil e no DF. Ao longo da semana, haverá conversa com pais, pacientes e equipe multidisciplinar sobre as doenças mais comuns identificadas no exame. A ideia é conscientizar as famílias sobre da importância do exame disponível na rede pública.

Na terça-feira (7), será abordado o tema da hiperplasia adrenal congênita, com orientações sobre a doença e seu cuidado. Na quarta (8), a equipe vai debater sobre erros inatos do metabolismo. Na quinta-feira (9), a atenção será para a fenilcetonúria e, na sexta-feira (10), para a galactosemia. Todas são doenças raras que, se não tratadas, podem deixar sequela ou até mesmo levar a óbito.