15/01/2026 às 09h52

Sexta edição da Caderneta da Pessoa Idosa traz atualizações e conteúdo expandido

Novidades incluem acessibilidade e inclusão do IVCF-20, índice que permite avaliar condições de fragilidade e necessidades específicas de cada indivíduo

Yuri Freitas, da Agência Saúde DF | Edição: Natalia Moura

A nova Caderneta da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde (MS) foi lançada com atualizações importantes, com avanços tanto na didática quanto no conteúdo do material. Em sua 6ª edição, o documento agora passa a incluir informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social.

“Essa versão recente representa um passo significativo para aprimorar a qualidade da assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS)”, declara a gerente de Apoio à Saúde da Família (Gasf) da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda. 
 

A 6ª edição da Caderneta da Pessoa Idosa apresenta informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

Dentre as inovações, a gestora destaca a inclusão do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), que permite avaliar condições de fragilidade e necessidades específicas de cada indivíduo. O documento contempla, ainda, conteúdos com fontes maiores para aumentar a legibilidade, além de utilizar ilustrações e QR Codes, que facilitam o acesso rápido a materiais complementares de educação em saúde, tanto para os usuários quanto para os profissionais.

Apoio essencial

A caderneta representa, segundo Lacerda, uma ferramenta fundamental aos serviços da APS, ao registrar aspectos como medicamentos em uso, avaliação ambiental do domicílio, suporte sociofamiliar e testes complementares. “Isso significa que, na Unidade Básica de Saúde (UBS), temos uma visão completa do perfil de cada pessoa idosa, facilitando a identificação precoce de riscos e a elaboração de planos de cuidados personalizados, alinhados às necessidades de cada um e com acompanhamento longitudinal", detalha. 

A gerente da Gasf também defende que o diferencial da APS seja a chamada “capilaridade”, na qual as UBSs e as equipes de Saúde da Família funcionam como elo entre o planejamento realizado pelo MS e a garantia de cuidado integral ao maior número de usuários de saúde, em todos os territórios. “Essa estrutura é vital, especialmente porque a população idosa cresce significativamente a cada ano. No Distrito Federal, por exemplo, o censo IBGE 2022 registra quase 365 mil indivíduos com 60 anos ou mais, o que corresponde a quase 13% da população total”, afirma.