07/01/2026 às 07h56

Teste da orelhinha é realizado em todas as maternidades da Secretaria de Saúde

Exame é feito nos primeiros dias de vida do bebê e pode indicar precocemente problemas auditivos, que tendem a piorar na vida adulta

Michelle Horovits, da Agência Saúde DF | Edição: Fabyanne Nabofarzan

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realiza o teste da orelhinha, também chamado de triagem auditiva neonatal, em todas as maternidades da rede pública de saúde. O exame é fundamental para identificar precocemente possíveis alterações auditivas que podem impactar o desenvolvimento da fala, da linguagem e da comunicação da criança.

De janeiro a outubro de 2025, o Distrito Federal registrou 23 mil procedimentos de triagem auditiva neonatal realizados no período. Já em 2024, foram aproximadamente 35,3 mil exames. 

“Manter a triagem auditiva logo nos primeiros dias de vida é essencial para o diagnóstico precoce de prevenção e combate à surdez. Quanto mais cedo se identifica uma alteração, mais chances a criança tem de desenvolver linguagem, interação social e comunicação oral de maneira plena”, destaca Ocânia da Costa Vale, responsável técnica distrital de fonoaudiologia da SES-DF. Ela ressalta que a SES-DF manteve a cobertura da triagem de forma consistente, assegurando que os recém-nascidos sigam sendo avaliados antes da alta hospitalar.
 

Forma mais precoce de detectar surdez é por meio do Teste da Orelhinha, feito nas maternidades públicas e privadas nas primeiras 48 horas de vida. Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF


Quando o bebê não passa no exame, ele é encaminhado via regulação para serviços especializados de diagnóstico e acompanhamento, como o Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal) e o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), habilitados pelo Ministério da Saúde. Esses serviços oferecem avaliação, diagnóstico completo, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento terapêutico.

De acordo com a especialista, a audição pode ser afetada em qualquer idade. As causas vão desde infecções e fatores genéticos até a exposição prolongada a sons muito altos, principal motivo de perda auditiva.

Quando fazer o exame

O teste deve ser realizado preferencialmente nas primeiras 48 horas de vida, ainda na maternidade, e, no máximo, até 30 dias após o nascimento. Caso a criança não tenha feito o exame na alta, é possível retornar à maternidade de origem até 90 dias de vida. Após esse período, o exame pode ser agendado via regulação da SES-DF.
 

Teste da orelhinha pode indicar precocemente problemas auditivos, que tendem a piorar na vida adulta. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF


Realizado com o bebê dormindo, por meio da Emissão Otoacústica Evocada (EOAE), que detecta a resposta das células da cóclea aos estímulos sonoros, o exame é rápido, indolor e seguro. 

Há vários recursos tecnológicos para a habilitação e a reabilitação da pessoa com deficiência auditiva, que visam proporcionar uma melhora na linguagem e nos resultados socioemocionais. São exemplos; próteses auditivas como o implante coclear (IC) e a Prótese Auditiva Ancorada no Osso (PAAO). Esses dois últimos são ofertados na Atenção Hospitalar. O tratamento é realizado de acordo com cada caso. Essas tecnologias são fornecidas pelo SUS nos serviços que compõem a rede de cuidados à pessoa com deficiência.