Sífilis

O que é?
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Os sintomas as vezes são discretos e a procura tardia por tratamento pode causar complicações graves. Em gestantes há o risco de contaminação vertical, da pessoa gestante para o bebê (sífilis congênita). A doença tem cura e o tratamento está disponível pelo Sistema Único de Saúde.

A sífilis pode ser adquirida ou congênita. Sua transmissão se dá principalmente por contato sexual ou contato com as lesões; contudo, pode ser transmitida verticalmente para o feto durante a gestação de uma pessoa gestante com sífilis não tratada ou tratada de forma não adequada.
A transmissibilidade da sífilis é maior nos estágios iniciais (sífilis primária e secundária), diminuindo gradualmente com o passar do tempo (sífilis latente recente/tardia).

Quais são os principais sintomas e estágios da sífilis?

A sífilis é dividida em estágios que orientam o tratamento e monitoramento, que se dividem em:

  • Sífilis recente – primária, secundária e latente recente: até um ano de evolução
  • Sífilis tardia – latente tardia e secundária: mais de um ano de evolução.
  • Sífilis primária: normalmente se apresenta como uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, boca, ânus, colo uterino ou outros locais da pele), denominada “cancro duro”. Essa lesão é rica em bactérias do Treponema pallidum. Esse estágio pode durar entre duas a seis semanas.
  • Sífilis secundária: nesta fase os sinais e sintomas surgem entre seis semanas e seis meses após a cicatrização do cancro, e duram em média entre quatro e 12 semanas. Podem ocorrer manchas pelo corpo, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.
  • Sífilis latente: período em que não se observa nenhum sinal ou sintoma clínico da sífilis. Esta fase é dividida em latente recente (até um ano de evolução) e latente tardia (mais de um ano de evolução). A duração é variável e sem tratamento, pode-se observar períodos de leões de secundarismo com os períodos de latência.
  • Sífilis terciária: pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. Nesta fase, a inflamação causada pela sífilis provoca destruição tecidual e são comuns o acometimento do sistema nervoso e do sistema cardiovascular. As lesões podem causar desfiguração, incapacidade e até morte.


Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da sífilis pode ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde, através do teste rápido, com a coleta de uma gota de sangue na ponta do dedo.
Caso o resultado seja reagente, uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para a realização de um teste laboratorial para a conclusão do diagnóstico. Em caso de gestante, devido ao risco de transmissão ao feto, o tratamento deve ser iniciado com apenas um teste positivo (reagente), sem precisar aguardar o resultado do segundo teste. Os testes rápidos de sífilis estão disponíveis nos serviços de saúde do SUS, são práticos, de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos e não necessitam de estrutura laboratorial. Estes testes são distribuídos pelo Ministério da Saúde como parte da estratégia para ampliar a cobertura diagnóstica.

Quem deve se testar para a sífilis?
Recomenda-se que a população sexualmente ativa vá a uma UBS fazer o teste sempre que tiver uma relação sexual desprotegida ou apresentar algum sintoma da doença. Mesmo assintomática, quando não há sinais visíveis, a pessoa pode transmitir a infecção. As pessoas gestantes devem realizar os testes na primeira consulta de pré-natal, no segundo e terceiro trimestre da gestação e no momento do parto, pois a sífilis congênita pode causar consequências severas como abortamento, prematuridade e natimortalidade. É muito importante também testar e tratar todas as parcerias sexuais.

Como é realizado o tratamento?
O tratamento é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo a benzilpenicilina benzatina o medicamento de escolha e a única droga com eficácia durante a gestação. Para prevenção da sífilis congênita, tanto as pessoas gestantes quanto suas parcerias devem fazer os exames de diagnóstico. Em caso de resultado positivo para a pessoa gestante, é fundamental que a parceria também realize a testagem e o tratamento. Desta forma, a reinfecção por sífilis é evitada, e a saúde da pessoa gestante e do bebê ficam garantidas.

Como se prevenir da sífilis?
A principal forma de prevenção da sífilis é o uso do preservativo interno ou externo em todas as relações sexuais (anal, oral e vaginal).

Orientações para profissionais de saúde
Todos os casos de sífilis adquirida, sífilis na gestante e sífilis congênita devem ser notificados no Sistema Nacional de Agravos de Notificação.
A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e provados de saúde, que prestam assistência ao paciente, em conformidade com o artigo 8º da Lei 6.259 de 30 de outubro de 1975.

As fichas de notificação e os instrutivos de preenchimento estão disponíveis nos links abaixo.

Orientações

Informes epidemiológicos 

Fluxo diagnóstico




Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para a Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)

Notas técnicas e circulares
Nota Técnica nº 14/2023-.DATHI/SVSA/MS - Dispõe sobre atualização da recomendação do intervalo entre doses de benzilpenicilina benzatina no tratamento de sífilis em gestante
Nota Técnica SEI-GDF nº 10/2019 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST – Orientações sobre o diagnóstico, as condutas clínicas e os critérios para notificação da sífilis em gestante no Distrito Federal.
Nota Técnica SEI-GDF nº 09/2019 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST - Dessensibilização das gestantes com sífilis alérgicas à penicilina.
Nota Técnica SEI-GDF nº 07/2019 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST - Orientações de tratamento e definição de estratégia para seguimento e atenção às parcerias sexuais de gestantes com sífilis.
Nota Técnica SEI-GDF nº 11/2019 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST - Orientações aos profissionais de saúde sobre as condutas e os critérios para notificação da Sífilis Congênita no Distrito Federal.
Nota Técnica nº 09/2020 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST - Orientações para o Manejo Clínico dos casos de Sífilis Congênita no Distrito Federal.
Nota Técnica nº 10/2020 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST - Orientações para melhoria na qualidade dos dados relativos à sífilis em gestante e sífilis congênita.
Nota Técnica nº 12/2020 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST - Orientações quanto ao registro de informações relativas à sífilis na Caderneta da Gestante e na Caderneta da Criança.
Nota Técnica nº 13/2020 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST - Orientações para a solicitação de exames para diagnóstico imunológico da sífilis no âmbito da Atenção Primária à Saúde, Serviços Especializados, Maternidades e Laboratórios Regionais.Nota Técnica nº 01/2021 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST - Orientações para a vigilância epidemiológica da sífilis adquirida, sífilis em gestante e sífilis congênita.
Nota Informativa nº 02/2021 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST - Orientações para melhoria dos registros de Testes Rápidos e Administração de Penicilina para tratamento de Sífilis no e-SUS.
Circular nº 01/2022 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST - circular complementar à Nota Técnica SEI-GDF n º 7/2019 - SES/SVS/DIVEP/GEVIST com orientações detalhadas sobre o tratamento e definição de estratégia para seguimento e atenção às parcerias sexuais de gestantes com sífilis.
Nota Técnica nº 01/2023 - SES/SAIS/ARAS/GCDRC – Atualização da Nota Técnica SEI-GDF nº 9/2019 sobre manejo clínico dos casos de sífilis congênita e criança exposta a sífilis no Distrito Federal.
Nota Informativa nº 10/2022 – CGAHV/DCCI/SVS/MS - Orienta acerca dos critérios de definição de caso vigentes e utilizados para a notificação em todo o território nacional de Sífilis Adquirida, Sífilis em Gestantes e Sífilis Congênita no Sistema de Informação de Agravo de Notificação (SinanNET).

Deliberação do Colegiado de Gestão aprovando o Plano.
Resolução do Conselho de Saúde aprovando o Plano.
Plano Integrado para Prevenção, Vigilância e Controle da Sífilis 2021-2024 Distrito Federal.
Relatório de acompanhamento do Plano Integrado para Prevenção, Vigilância e Controle da Sífilis 2021-2024 Distrito Federal – Ano 2022.
Relatório de acompanhamento do Plano Integrado para Prevenção, Vigilância e Controle da Sífilis 2021-2024 Distrito Federal – Competência 2023.